Num comunicado, a empresa, que gere 11 concessionárias, abrangendo 174 municípios e mais de 60% da população do continente, faz um balanço do último ano, comparando a evolução em relação a 2023 e concluindo que houve "uma evolução significativa" nos principais indicadores operacionais.
A recolha seletiva atingiu em 2024 as 694 mil toneladas, um aumento de 15.380 toneladas (mais 4%).
Nos fluxos de resíduos, o plástico e metal registou o maior crescimento, com um aumento de 7,4%, totalizando 108.314 toneladas. O papel/cartão subiu 5,2%, alcançando 150.057 toneladas, e o vidro teve um ligeiro crescimento de 0,3%, totalizando 135.532 toneladas, refere a EGF no comunicado.
A produção de energia atingiu 507 GWh (gigawatt-hora), um crescimento de 34,3% face a 2023, representando um acréscimo de 129 GWh. O aumento, justifica a empresa, deveu-se, sobretudo, ao funcionamento pleno da Central de Valorização Energética da Valorsul.
"A energia gerada pela EGF em 2024 teria capacidade para abastecer uma cidade com 419 mil habitantes durante um ano", diz a empresa europeia.
Quanto aos biorresíduos a empresa diz que a recolha teve "um aumento expressivo" de 29% face a 2023, totalizando 129 mil toneladas.
"Apesar dos resultados positivos, é necessário um maior crescimento para alcançar as metas do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU 2030), bem como um maior investimento no setor de resíduos e a definição de uma política de financiamento público", diz-se no comunicado.
A gestão dos sistemas de tratamento e valorização de resíduos da EGF é feita através de 11 empresas concessionárias (Algar, Amarsul, Ersuc, Resiestrela, Resinorte, Resulima, Suldouro, Valorlis, Valorminho, Valnor, Valorsul), constituídas em parceria com os municípios servidos, que processam anualmente cerca de 3,3 milhões de toneladas de resíduos urbanos (RU), ainda segundo o comunicado.
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