A audição do antigo presidente do FC Porto Jorge Nuno Pinto da Costa no âmbito da Operação Pretoriano foi adiada esta quinta-feira.
De acordo com o que avança a SIC Notícias, Pinto da Costa encontra-se "incapacitado de comparecer e realizar a referida diligência face ao atual estado de saúde e limitações acentuadas nos últimos dias".
Segundo a emissora, foi pedido o adiamento para uma nova data em que Pinto da Costa tenha a autorização médica para ser ouvido.
Pinto da Costa ia ser ouvido pelas 10 horas de sexta-feira, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para memória futura, numa audição a pedido da defesa de um dos arguidos do processo, Fernando Saul.
Pinto da Costa tem enfrentado problemas de saúde depois de ter sido diagnosticado com um cancro na próstata em setembro de 2021.
No mês passado, ficou decidido que o ex-líder da claque Super Dragões, Fernando Madureira, iria a julgamento, por 31 crimes, entre os quais ofensa à integridade física e atentado à liberdade de informação.
Após o MP ter pedido a ida a julgamento dos 12 arguidos no processo, a decisão instrutória manteve a acusação do MP, considerando que prova documental, testemunhal e pericial "é forte".
No âmbito deste caso, a defesa de Fernando Saul, outro dos arguidos - e ex-funcionário do FC Porto -, apontou que Pinto da Costa era uma testemunha "fulcral", capaz de "acrescentar muito" às diligências da Operação Pretoriano.
"Agora, não sou eu que tenho de vir juntar um atestado médico. Se a comunicação social serve para sustentar uma acusação, também há de servir para sustentar que Pinto da Costa está muito doente e tem de ser ouvido, mas a juíza não sabe disso. Só sabe que aconteceram coisas numa assembleia", disse a advogada de Fernando Saul, em novembro.
Recorde-se que o FC Porto e a SAD gestora do futebol profissional 'azul e branco' constituíram-se assistentes da Operação Pretoriano, que foi desencadeada a 31 de janeiro, no âmbito da investigação aos desacatos na Assembleia-Geral do clube, e resultou na detenção de 12 pessoas.
A acusação do MP denuncia uma eventual tentativa de os Super Dragões "criarem um clima de intimidação e medo" numa AG do FC Porto para que fosse aprovada uma revisão estatutária "do interesse da direção" do clube, então presidido por Pinto da Costa.
[Notícia atualizada às 19h14]
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