"O principal objetivo da participação da Rosoboronexport é discutir projetos de cooperação tecnológica com os países latino-americanos", informou Alexander Mikheev, diretor-geral da empresa estatal russa, em comunicado.
Desde 2019 que a Rosoboronexport não participava na feira brasileira, que é a maior para os setores da defesa e segurança na América Latina e que decorre até sexta-feira.
Segundo Mikheev, as empresas russas pretendem fazer parcerias em projetos na América Latina "para o desenvolvimento e produção conjunta de armas ligeiras, veículos aéreos não tripulados, armas de precisão, veículos blindados e equipamento naval".
Atualmente, lembrou a mesma fonte, o principal objetivo de qualquer país que produza armas e equipamento militar é alcançar "autonomia estratégica".
De acordo com o diretor da Rosoboronexport, a tendência dos países que procuram cooperação no desenvolvimento da sua indústria de defesa permitirá que os projetos de transferência de tecnologia aumentem em 95% até 2030.
Apesar dos objetivos ambiciosos, a Rosoboronexport montou um pequeno stand no evento em comparação com outros grandes fabricantes de armas, exibindo apenas pequenas réplicas de alguns dos produtos militares que "são de maior interesse na região".
O stand inclui, porém, uma grande sala para reuniões privadas, que ocupa a maior parte do espaço.
"A Rosoboronexport está pronta para discutir novos projetos de cooperação industrial com base nos produtos apresentados na exposição" e "discutirá a expansão da cooperação e o desenvolvimento de novos projetos com empresas públicas e privadas na América Latina", segundo o comunicado divulgado.
A empresa planeia reuniões e negociações, no Rio de Janeiro, com representantes dos ministérios da defesa e das forças armadas do Brasil e de outros países da região.
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