Hamas rejeitou mais recente contraproposta israelita para trégua

O Hamas rejeitou esta quarta-feira a mais recente contraproposta israelita em negociações indiretas que visam restaurar uma trégua em Gaza e libertar reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos, de acordo com duas autoridades do movimento islamita palestiniano.

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© Amir Levy/Getty Images

Lusa
02/04/2025 23:49 ‧ ontem por Lusa

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Médio Oriente

"O Hamas decidiu não dar seguimento à última proposta israelita apresentada através de mediadores", realçou uma das autoridades do Hamas, que falou à agência France-Presse (AFP) sob anonimato, acusando Israel de "obstruir uma proposta do Egito e do Qatar e de tentar inviabilizar qualquer acordo".

 

Confirmando a recusa do movimento islamista palestiniano em discutir a última oferta israelita, outro responsável do Hamas apelou aos "mediadores e à comunidade internacional para obrigarem ]Israel] a comprometer-se com a proposta dos mediadores".

Após uma trégua de dois meses em Gaza e várias semanas de negociações infrutíferas sobre a forma de a prolongar, Israel retomou os seus bombardeamentos e ofensiva militar em Gaza em 18 de Março, alegando que a pressão militar era a única forma de obrigar o Hamas a devolver os cerca de sessenta reféns que ainda mantém, vivos ou mortos.

No sábado, o principal negociador do Hamas disse que o movimento tinha aprovado uma nova proposta de cessar-fogo em Gaza apresentada pelos mediadores.

Rejeitando implicitamente os termos desta oferta, o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, indicou que Israel tinha "transmitido aos mediadores uma contraproposta em total coordenação com os Estados Unidos".

De acordo com a principal autoridade do Hamas, a proposta egípcia e catariana prevê um cessar-fogo de 50 dias, durante o qual o Hamas libertaria "cinco soldados israelitas", incluindo um com nacionalidade norte-americana, em troca da libertação de 250 palestinianos presos por Israel, incluindo 150 condenados a prisão perpétua.

Israel libertaria também 2.000 palestinianos capturados pelo exército israelita na Faixa de Gaza desde 07 de outubro de 2023, data do sangrento ataque do Hamas em território israelita que desencadeou a guerra.

Segundo a mesma fonte, a proposta aceite pelo Hamas inclui ainda a retirada do exército israelita das zonas de Gaza para onde foi transferido desde 18 de março e o envio de ajuda humanitária para o território palestiniano cercado, que está sujeito a um bloqueio total por parte de Israel desde 2 de março.

A primeira fase da trégua, que entrou em vigor a 19 de Janeiro, permitiu o regresso a Israel de 33 reféns israelitas, incluindo oito mortos, em troca da libertação de cerca de 1.800 detidos palestinianos.

Dos 251 reféns feitos durante o ataque de 07 de outubro, 58 ainda estão mantidos em território palestiniano, incluindo 34 mortos, segundo o exército israelita.

Leia Também: Israel anuncia divisão da Faixa de Gaza para obrigar Hamas a entregar reféns

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