Meloni defende que tarifas dos Estados Unidos são uma "má medida"

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sublinhou esta quarta-feira que as novas tarifas dos EUA sobre as importações da União Europeia (UE) são uma "má jogada" que apenas enfraquece o Ocidente, enquanto o primeiro-ministro irlandês, Michael Martin, pediu uma resposta proporcional.

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© Simona Granati - Corbis/Corbis via Getty Images

Lusa
02/04/2025 23:54 ‧ ontem por Lusa

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Itália

"A introdução de tarifas por parte dos Estados Unidos contra a UE é uma medida que considero errada e que não convém a nenhum dos lados. Faremos tudo o que for possível para chegar a um acordo com os Estados Unidos para evitar uma guerra comercial que inevitavelmente enfraqueceria o Ocidente em benefício de outros atores globais", destacou a governante italiana, citada num comunicado.

 

Também o primeiro-ministro irlandês, Michael Martin, "lamentou profundamente" as tarifas de 20% impostas à UE pelos Estados Unidos, pedindo aos 27 estados-membros que respondam de forma proporcional.

"Qualquer ação deve ser proporcional e visar defender os interesses das nossas empresas, dos nossos trabalhadores e dos nossos cidadãos", destacou, citado num comunicado.

A Irlanda, que alberga as sedes europeias de grandes empresas farmacêuticas e tecnológicas norte-americanas, tem o maior excedente com os Estados Unidos entre os membros da UE.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje a imposição de "tarifas recíprocas" sobre importações, incluindo de 25 por cento sobre todos os automóveis estrangeiros.

Após múltiplos alertas de especialistas económicos e financeiros sobre os impactos do aumento de tarifas na inflação nos Estados Unidos e no comércio económico global, o anúncio de Trump na Casa Branca foi feito depois do fecho dos mercados bolsistas norte-americanos, que encerraram hoje em alta ligeira.

De acordo com a referida tabela, a China aplica tarifas de 67% sobre produtos norte-americanos e os seus produtos passam a pagar 34 por cento para entrar nos Estados Unidos; os países da União Europeia (UE) passam a pagar 20 por cento de tarifas, metade de 39% de barreiras comerciais e não comerciais estimadas.

"Pensamos que a União Europeia é muito amigável, mas eles roubam-nos. É muito triste ver isso. É tão patético; [taxam produtos dos EUA a] 39%, nós vamos cobrar-lhes 20%", frisou Trump.

Para aceder ao mercado norte-americano, os produtos do Japão passam a pagar 24%, os da Índia 26%, de Taiwan 32% e do Vietname 46%.

Ao Reino Unido e Brasil passam a ser aplicados 10%, correspondentes ao aplicado aos produtos norte-americanos, disse ainda Trump.

"Chamamos a isto recíproco simpático", disse Trump, que frisou que "gostaria" de aplicar "reciprocidade total".

Outros países destacados por Trump foram Suíça, Indonésia, Coreia do Sul e África do Sul.

Os direitos aduaneiros específicos de cada país ou bloco económico, como a UE, começarão a ser aplicados a partir de 09 de abril, afirmaram à imprensa funcionários da Casa Branca.

A tarifa-base de 10 % começará a ser aplicada mais cedo, no sábado, 05 de abril, segundo estas fontes citadas pela EFE.

As tarifas de 25 por cento sobre os automóveis estrangeiros, que afetam em grande medida os países da UE, entrarão em vigor a partir da meia noite de hoje, disse Trump no jardim da Casa Branca, com diversas bandeiras dos Estados Unidos em pano de fundo e na presença do vice-Presidente e dos principais membros do governo, incluindo os secretários de Estado e da Defesa.

Leia Também: Meloni garante que centros de deportação na Albânia são consensuais na UE

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