Centenas de polícias estiveram envolvidos nas operações que se desenrolaram em quatro Estados alemães, bem como em Itália.
No total, foram detidas 34 pessoas, 14 na Alemanha e 20 na Itália, declarou o chefe da polícia de Aalen, no sudoeste alemão, Reiner Möller, durante uma conferência de imprensa.
Entre os detidos está um agente do comissariado de Aalen, suspeito de apoiar os mafiosos, através da divulgação de informações confidenciais".
O grupo é suspeito de vários crimes na Alemanha e na Itália, mas em particular na região envolvente de Estugarda.
Em causa estão a formação e o apoio a uma organização criminosa estrangeira, incêndio criminoso, divulgação de informações confidenciais, tráfico de droga, lavagem de dinheiro e tentativa de homicídio involuntário.
Inquéritos específicos revelaram uma fraude com produtos alimentares de alta qualidade e caros, como queijos e azeite, bem como equipamentos de cozinha para a produção de 'pizzas'.
Estes produtos eram encomendados através de uma sociedade fictícia, que não pagou qualquer fatura. Isto traduziu-se em prejuízos de centenas de milhares de euros, avançou o procurador-geral de Estugarda, Joachim Dittrich, na conferência de imprensa.
As mercadorias eram depois vendidas por outra empresa a restaurantes italianos de Estugarda e arredores, obrigados sob ameaça a adquiri-los.
Vincenzo Cavallaro, procurador de Catanzaro, na Calábria, agradeceu à polícia alemã por décadas de cooperação, lembrando que "a presença da 'Ndrangheta na Alemanha está provada desde há mais de 30 anos".
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