Israel expande ofensiva para 'controlar vastas áreas' em Gaza

O ministro da Defesa israelita anunciou hoje que as forças armadas estão a expandir a ofensiva no sul da Faixa de Gaza e a "tomar grandes áreas, que serão anexadas às zonas de segurança" de Israel.

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© OMAR AL-QATTAA/AFP via Getty Images

Lusa
02/04/2025 07:47 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Médio Oriente

"A Operação 'Força e Espada' está a expandir-se, com uma retirada em grande escala da população de Gaza das zonas de combate, esmagando e limpando a área de terroristas e infraestruturas terroristas", disse Israel Katz, num comunicado.

 

O anúncio foi feito após uma onda de ataques a postos avançados do sul de Khan Yunis e Rafah durante a noite, de acordo com relatos dos meios de comunicação palestinianos.

As equipas de resgate da Proteção Civil na Faixa de Gaza anunciaram hoje que dois ataques israelitas contra casas mataram pelo menos 15 pessoas, incluindo crianças.

Mahmoud Bassal, porta-voz da Proteção Civil, disse à agência de notícias France-Presse que "13 mártires, incluindo crianças, foram mortos após o bombardeamento pelas forças de ocupação de uma casa que albergava pessoas deslocadas no centro de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza".

Bassal deu ainda conta de duas mortes noutro ataque a uma casa em Nuseirat, no centro do território palestiniano.

Os ataques contra a parte sul do enclave têm vindo a intensificar-se desde segunda-feira, quando o exército israelita ordenou novas retiradas na zona de Rafah, antes de efetuar mais bombardeamentos.

De acordo com o autarca de Rafah, quase 40 mil pessoas, com bicicletas, carros e reboques carregados com os seus pertences, abandonaram a zona fronteiriça com o Egito na segunda-feira.

Alguns residentes de Gaza disseram à agência de notícias EFE que, desde o início da guerra, foram deslocados à força dez vezes.

Katz voltou hoje a dirigir-se ao povo da Faixa de Gaza, pedindo-lhes que "ajam agora para expulsar o Hamas e devolver todos os reféns", pois, disse ainda, "esta é a única forma de acabar com a guerra".

Na semana passada, após o início dos primeiros protestos espontâneos dos residentes de Gaza contra o Hamas, o ministro da Defesa encorajou a população, num vídeo gravado, a continuar os protestos, voltando a argumentar que esta é a única forma de pôr fim à guerra.

"Desejo sucesso aos soldados que lutam brava e vigorosamente em Gaza pelo regresso dos reféns e pela derrota do Hamas", acrescentou Katz.

O porta-voz do exército israelita em árabe, Avichay Adree, dirigiu-se, na terça-feira, na rede social X, diretamente aos residentes de grande parte de Rafah e da cidade vizinha de Khan Younis.

"Não deem ouvidos às tentativas do Hamas de vos impedir de se retirarem para que possam permanecer como os escudos humanos deles. Retirem-se imediatamente das áreas designadas", disse Adree, repetindo um apelo feito na segunda-feira.

Israel matou 1.042 pessoas na Faixa de Gaza desde que retomou as operações militares, em 18 de março, anunciou na terça-feira o Ministério da Saúde do Hamas.

Com as novas vítimas, o balanço da guerra entre Israel e o Hamas subiu para 50.399 mortos na Faixa de Gaza.

Leia Também: Ucrânia e Gaza prioritários para França no Conselho de Segurança da ONU

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