Pequim "insta constantemente as empresas chinesas no estrangeiro a respeitarem as leis locais e a contribuírem positivamente para a sociedade", afirmou hoje a chancelaria na sua página no Facebook.
A construção da torre, situada perto do popular mercado de Chatuchak, no norte de Banguecoque, envolveu uma filial da empresa estatal chinesa China Railway Group (CREC) e o seu parceiro local Italian-Thai Development (ITD).
Os tremores reduziram a estrutura a uma pilha de escombros numa questão de segundos, provocando a morte de cerca de dez pessoas, com esperanças cada vez menores para as mais de 70 pessoas que se presume estarem ainda encurraladas nos escombros.
A maioria das vítimas eram trabalhadores de nacionalidade birmanesa, laociana, cambojana e tailandesa.
O edifício de 30 andares visava albergar gabinetes governamentais.
"Temos de determinar onde ocorreu o erro", afirmou a primeira-ministra tailandesa, Paetongtarn Shinawatra, que na segunda-feira ordenou uma investigação sobre os materiais e as normas de segurança no local por um grupo de peritos que lhe deverá apresentar um relatório esta semana.
Pequim enviou uma equipa para Banguecoque, incluindo equipas de salvamento, e prometeu "continuar a apoiar a Tailândia, se necessário".
A China é a maior fonte de investimento direto estrangeiro da Tailândia, com 2 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) injetados no reino até 2024, de acordo com o fornecedor de dados Open Development Thailand.
Paetongtarn Shinawatra anunciou na terça-feira que a investigação não será "específica a um país".
"Não queremos que nenhum país em particular pense que estamos apenas a olhar para eles", afirmou.
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