EUA são 4.º cliente de Portugal. Que empresas nacionais vendem para lá?

As exportações de bens de Portugal para os EUA caíram 13,4% em janeiro, em termos homólogos, para 329,6 milhões de euros, sendo Washington o quarto cliente de Lisboa, de acordo com dados do INE.

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Lusa
03/04/2025 13:20 ‧ ontem por Lusa

Economia

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Em igual período, as importações de bens dos EUA avançaram 10,7% para 133,6 milhões de euros, o que corresponde a um saldo da balança comercial positivo para Lisboa de 196,1 milhões de euros.

Em janeiro de 2024, as exportações portuguesas de bens ascenderam a 380,6 milhões de euros e as importações somaram 120,6 milhões de euros.

Os EUA são o quarto cliente de Portugal. Em 2024, Washington era o 10.º fornecedor de Portugal e, em janeiro último, o 11.º.

Por sua vez, Portugal era em 2024 o 57.º cliente dos EUA e o seu 48.º fornecedor, segundo dados do ITC - International Trade Centre.

No ano passado, as exportações de Lisboa para o mercado norte-americano somaram 5.318,3 milhões de euros, mais 1,5% face a 2023, e as importações subiram 7,3% para 2.416 milhões de euros, com um saldo da balança comercial positivo para Portugal em 2.902,3 milhões de euros.

O número de empresas exportadoras para os EUA totalizava 4.231 em 2023, contra 4.012 um ano antes. Em 2019, havia 3.662 empresas portuguesas a vender para o mercado norte-americano.

Por grupos de produtos, os químicos representavam um quarto (24,9%) do total das vendas aos EUA em 2024, somando 1.324,2 milhões de euros, uma diminuição homóloga de 5,4%.

Os combustíveis minerais pesavam 20,3%, somando exportações no valor de 1.078 milhões de euros (+14,9%), seguidos do grupo máquinas e aparelhos (peso de 10%), que se traduziram em 529,4 milhões de euros (-1%).

Os combustíveis minerais foram o grupo de produtos que Portugal mais comprou aos EUA em 2024, pesando mais de metade (54,9%) do total. Com efeito, os combustíveis minerais totalizaram 1.326,1 milhões de euros de importações (+4,4%).

Em segundo lugar estão o grupo de produtos agrícolas (peso de 11,3%), que somou 273,3 milhões de euros em importações (+58,3%), seguido de máquinas e aparelhos (peso 9,4%), com um total de compras no valor de 226,1 milhões de euros (+9,5% homólogos).

Em janeiro, as exportações de químicos para os EUA somavam 70,2 milhões de euros, mais que duplicando (195,4%) face ao primeiro mês de 2023, com um peso de 21,3%, seguido dos combustíveis minerais (peso de 14,8%, totalizando 48,9 milhões de euros, uma quebra homóloga de 57,4%).

As vendas de plásticos e borracha eram o terceiro produto mais vendido (peso de 11,5%), somando 37,8 milhões de euros (+14,1%).

Em termos de compras de bens norte-americanos, os combustíveis minerais totalizaram 32,7 milhões de euros em janeiro (-32,5% homólogos, com um peso de 24,5%), seguidos de máquinas e aparelhos (29,2 milhões de euros, +144,7%), que representavam 21,9% das importações.

As compras de veículos e outro material de transporte (peso de 15,4%) ascenderam a 20,5 milhões de euros (+625,8%).

Na lista dos principais produtos exportados para Washington, em janeiro, estão óleos de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos), medicamentos, pneumáticos novos, de borracha, entre outros.

Por exemplo, as exportações de vinhos de uvas frescas, incluídos os vinhos enriquecidos com álcool, caíram 22,1% em janeiro, em termos homólogos, para 6,2 milhões de euros.

Entre os produtos mais comprados por Lisboa em janeiro estão gás de petróleo e outros hidrocarbonetos gasosos, veículos aéreos com propulsão a motor (helicópteros e aviões) e circuitos integrados eletrónicos e suas partes.

As exportações de bens e serviços para os EUA somaram 724,1 milhões de euros em janeiro, menos 11,6% homólogos, e as importações ascenderam a 216,1 milhões de euros, uma queda de 2,8%.

Em 2024, as exportações de bens e serviços para os EUA subiram 12,6% para 10.356,5 milhões de euros e as importações avançaram 4,2% para 3.736,5 milhões de euros.

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