Em declarações à agência Lusa, Sara Gligó, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), explicou que o plenário de hoje teve como objetivo "analisar as evoluções existentes no que concerne à segurança desde o acidente de 24 de maio do ano passado e aos dois trabalhadores que foram sancionados".
Sara Gligó apontou que o sindicato irá entregar, ainda durante esta semana, uma Carta Aberta ao Conselho de Administração da empresa, "identificando todas as irregularidades que foram plasmadas na comissão de inquérito" relativamente aos dois trabalhadores que foram sancionados.
"Vamos pedir que sejam retiradas as sanções, a um que seja reposta a verba que vão descontar, uma vez que cumpre hoje o último dia de castigo, e ao outro colega, que irá começar a cumprir o castigo no próximo sábado, que não comece", salientou.
Caso o Conselho de Administração do Metro "não vá ao encontro das pretensões" dos trabalhadores, as organizações sindicais ficaram mandatadas, pelo plenário de hoje, "para todas as formas de luta", explicou Sara Gligó.
De acordo com a responsável, o Metropolitano de Lisboa, independentemente daquilo que é referido pela Comissão de Inquérito, "de que a responsabilidade é da empresa, por falta de formação, por falta de instruções de trabalho, por falta de condições de comunicação", questões que "deveria aprimorar", a empresa sancionou dois trabalhadores com suspensões.
"Não estando de acordo com tudo isto, nós entendemos que hoje deveríamos marcar o dia nesta ação de solidariedade", frisou.
Na manhã de 24 de maio de 2024 ocorreu um descarrilamento a baixa velocidade de uma carruagem de um comboio junto à entrada da estação de Alvalade, devido a uma perturbação no funcionamento normal de uma agulha, num incidente que não causou feridos.
Na sequência da paragem do comboio, que aconteceu a dois metros da estação de Alvalade, na linha Verde, os cerca de 500 passageiros que transportava tiveram de ser retirados pela galeria.
O Metropolitano de Lisboa adiantou no próprio dia do acidente a abertura de um inquérito para averiguar as circunstâncias em que ocorreu.
O Metro de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).
Normalmente, o metro funciona entre as 06h30 e as 01h00.
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