A presidência sublinhou que "a reestruturação do conselho de administração é crucial para melhorar a eficiência operacional, restaurar a confiança dos investidores, impulsionar o conteúdo local, promover o crescimento económico e fazer avançar a comercialização e diversificação do gás" no país.
Bola Ahmed Tinubu destituiu todos os membros do anterior conselho do administração da NNPC e nomeou um novo presidido por Bashir Bayo Ojulari, de acordo com um comunicado divulgado pela presidência nigeriana.
O comunicado refere ainda que Tinubu pretende aumentar a produção de petróleo da Nigéria não só para dois milhões de barris por dia até 2027 e três milhões de barris por dia até 2030, após o abrandamento registado nos últimos anos, mas também aumentar a capacidade de refinação de crude do país.
Além de ser uma das maiores economias de África, a Nigéria é um dos maiores produtores de petróleo bruto do continente, mas os níveis de desigualdade económica são enormes no país, com quatro em cada dez nigerianos a viver abaixo do limiar de pobreza, de acordo com o Banco Mundial.
O custo de vida só tem aumentado desde que o Presidente Tinubu chegou ao poder em maio de 2023, com a inflação a atingir um máximo histórico de 33,95% em junho passado, fazendo subir os preços de produtos básicos como o arroz, o milho e o inhame, tornando-os incomportáveis para muitos nigerianos.
Para além da corrupção generalizada, que vale milhões de dólares, o setor petrolífero nigeriano tem sido alvo de duras críticas por parte das comunidades locais, que se queixam dos enormes danos ambientais causados pelas suas atividades ao longo dos anos, especialmente no sul do país.
Leia Também: Petrolífera britânica Shell prolonga programa de redução de custos