À saída de uma audiência com o Presidente da República, no Palácio de Belém, criticou o aconteceu na véspera, no debate parlamentar da moção de confiança, que apelidou como o "dia da irresponsabilidade", defendendo uma "ideia de serviço dos interesses dos portugueses" e não "do taticismo e dos golpes palacianos".
Rui Rocha considerou que Portugal deve ir a eleições "tão depressa quanto possível".
"A terceira ideia que também transmiti ao senhor Presidente, e que me parece que também recebeu acolhimento, é de que devemos ir a eleições tão depressa quanto possível, e isso aponta claramente, na perspectiva da Iniciativa Liberal, para eleições em 11 de Maio", começou por adiantar, revelando mais à frente que ficou com a ideia que é uma data "muito provável".
Rui Rocha disse a Marcelo que o partido "fará uma campanha ambiciosa, com medidas, com propostas, com desafios", que permita o crescimento de Portugal, para trazer uma "dimensão de responsabilidade e de sentido de serviço ao país".
"Da nossa parte faremos tudo para que não sejam eleições pessoalizadas, focadas nas questões de caráter, nas questões pessoais. Nós queremos discutir o país, queremos discutir propostas", prometeu.
Rui Rocha recordou que nas últimas legislativas o partido já foi sozinho a eleições e faz todo sentido que volte a ir agora, não se tratando de "uma questão nem da circunstância, nem de pessoas".
O líder da IL remeteu para o futuro uma posição sobre cenários de governabilidade, afirmando que o momento atual é para os partidos apresentarem as suas propostas.
Sobre a abertura, pelo Ministério Público, de uma averiguação preventiva relacionada com o primeiro-ministro e a empresa familiar, Rui Rocha escusou-se a fazer comentários e recorreu a "uma frase estafada da política portuguesa" segundo a qual "à política o que é da política e à justiça o que é da justiça".
"É fundamental que esta campanha sirva para trazer ideias ao país. Vamos ter uma campanha que vai ter muitos factos e muitas tentações de judicializarmos, de pessoalizarmos, e eu posso dizer é que quero muito que o país conheça as ideias dos partidos que se apresentam, a visão de país, o contributo de cada partido que quer dar, e parece-me que isso é o essencial", defendeu.
Marcelo Rebelo de Sousa recebe hoje todos os partidos com assento parlamentar, na sequência da demissão do Governo PSD/CDS-PP causada pelo 'chumbo' da moção de confiança ao executivo.
[Notícia atualizada às 16h43]
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