Um dos arguidos foi condenado a quatro anos e seis meses, outro a cinco anos e seis meses e os restantes a seis anos de prisão.
Durante a leitura do acórdão, que decorreu no Tribunal São João Novo, no Porto, o presidente do coletivo de juízes explicou que as penas são todas efetivas porque as agressões ao zelador são "intoleráveis".
"O grau de intensidade da violência exercida sobre a pessoa ofendida não é tolerável, não podemos tolerar isso, por isso, a mensagem tem de ser firme e muito forte, sobretudo aos jovens", afirmou o magistrado.
O juiz recordou que os agressores, dois dos quais estão em prisão preventiva, partiram vários ossos da cabeça e o septo nasal ao zelador que, passado um ano e quatro meses, ainda não está curado, tendo ainda lesões.
"Isso é intolerável. Esse género de comportamento é inadmissível", reforçou.
Devido às lesões sofridas, o coletivo de juízes fixou a indemnização ao zelador em 25 mil euros, valor esse que ainda é provisório porque ainda está em tratamento.
O magistrado recordou que dois dos agressores já têm condenações no cadastro, mostrando ter personalidades "adversas ao direito".
"Pensem naquilo que fizeram e, no futuro, pensem em cumprir as obrigações quer perante vocês, quer perante a comunidade", pediu.
Segundo a acusação, os quatro suspeitos, entre os 18 e 22 anos, combinaram entre si na madrugada de 22 de novembro de 2023, de se apropriarem "do máximo" de objetos e dinheiro que conseguissem e vandalizar carros e lojas comerciais na cidade do Porto "recorrendo mesmo a agressões físicas".
Desta forma, em vários locais do Porto, em especial na zona da Foz, os arguidos apoderaram-se de bens e dinheiro do interior de dois estabelecimentos comerciais e de vários automóveis, além de os danificarem com recurso a um martelo, salienta.
Ainda durante essa madrugada, os suspeitos deslocaram-se até à residência do agora presidente do FC Porto, André Villas-Boas, que à data dos acontecimentos era candidato à liderança da presidência dos 'dragões', e agrediram o zelador do condomínio e furtaram-lhe o telemóvel e carro que usaram para praticar alguns dos furtos, explicou.
No âmbito desta operação, apelidada de Zelador, e que teve início em novembro de 2023, a PSP aprendeu um automóvel, um motociclo, diversos telemóveis, peças de vestuário, equipamentos e ferramentas.
[Notícia atualizada às 16h11]
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