O homem detido esta semana em Cascais, por suspeitas de violação contra uma mulher, de 26 anos, já foi notícia na imprensa no Reino Unido, onde já cumpriu pena pelo mesmo crime.
Fabio Moniz, atualmente com 39 anos, esteve na mira das autoridades britânicas, em 2013, e cumpriu nove anos de prisão por violar duas mulheres.
A imprensa noticiou, na altura, que o homem fazia-se passar por fotógrafo da Vogue e fingia ser homossexual para ganhar confiança das mulheres sem levantar suspeitas.
Na altura, seduzia jovens e mulheres em bares e restaurantes de luxo, deixando-as embriagadas e convencendo-as a levá-lo para casa.
Antes de cumprir pena efetiva, Fabio Moniz já tinha sido acusado de violar uma estudante norte-americana em Londres, mas acabou por ser absolvido.
Apesar disso, o homem tem, ainda segundo a PJ, um "alerta Interpol" como "sex ofender for life under UK law", ou seja, violador com elevando risco de reincidência.
Fabio Moniz© Reprodução/Facebook
Desta vez, os crimes ocorreram em Portugal. O suspeito abordou a alegada vítima, que se encontrava de férias em Lisboa, há dois dias, num local de atração turística.
A mulher terá aceitado a sua companhia e jantaram juntos. Depois da refeição, passaram por um estabelecimento de diversão noturna da capital e por outro em Cascais, onde o arguido terá oferecido bebidas alcoólicas à turista.
De acordo com a investigação, nessa altura, o suspeito adulterou as bebidas, adicionando-lhe "substâncias tóxicas que impossibilitaram a mulher de resistir às suas investidas sexuais".
A vítima acabou por perder a consciência, percebendo, posteriormente, segundo os inspetores, que tinha sido "constrangida a relações sexuais, não consentidas, e que o suspeito utilizara o seu cartão bancário, sem o seu conhecimento ou autorização, para realizar vários pagamentos naquela madrugada".
O homem deverá ser presente esta quinta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Cascais para aplicação de medidas de coação.
Já a investigação prossegue uma vez que as autoridades acreditam na existência de mais vítimas.
Leia Também: Violada em Cascais. Suspeito com alerta Interpol já tinha sido condenado