A autarquia anunciou em comunicado enviado à agência Lusa que decretou a "situação de alerta", nos termos da Lei de Bases da Proteção Civil, tendo em vista a interdição de circulação de pessoas no Cais do Ginjal, desde as proximidades do terminal fluvial de Cacilhas até aos estabelecimentos de restauração existentes no Olho de Boi.
A "situação de alerta" vigora até ao dia 01 de maio de 2025, podendo ser renovada.
"O acelerar da degradação do Cais do Ginjal nos últimos tempos, potenciado pelos vários eventos meteorológicos e fenómenos naturais que se têm vivenciado, determina o encerramento da circulação naquele espaço, tendo em vista o restabelecimento das condições que possibilitem a sua utilização em plena segurança", explica a autarquia.
Tendo em vista a mitigação dos impactos adversos da ação, a Câmara Municipal de Almada anuncia também que irá realizar obras de requalificação da escadaria junto ao Elevador da Boca do Vento e assinalar os meios alternativos de acesso aos espaços que não ficarão condicionados.
A autarquia de Almada, liderada pela socialista Inês de Medeiros, refere também em comunicado que, além do acompanhamento da situação pelo Município, que compreende as visitas técnicas realizadas pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, pela área social e pelos serviços técnicos (engenharia e jurídicos), foram encetadas, sem sucesso, outras ações, juntos das entidades responsáveis pela zona.
A Câmara de Almada explica que notificou os proprietários do edificado e a Administração do Porto de Lisboa (APL) para a realização de obras, assim como apresentou proposta concreta junto do Governo para encontrar uma solução que possibilite a reabilitação daquele espaço.
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