A diretora executiva do Harrods, grande armazém de venda ao público em Londres, no Reino Unido, terá recrutado várias jovens para satisfazer os desejos sexuais de Mohamed Al-Fayed, nas décadas de 90 e 2000.
O pai de Dodi, namorado da princesa Diana, está a ser acusado, por pelo menos 40 mulheres, de abuso e assédio sexual. As acusações tornaram-se públicas na sequência de uma reportagem da BBC - e aconteceram já depois da morte do empresário, aos 94 anos.
Nas acusações, surge o nome de Kelly Walker Duncalf empresária da famosa loja britânica, que é acusada de recrutar jovens para encontros com Al-Fayed. Encontros esses em que acabavam por ser violadas, noticia o El Mundo.
Para desempenhar o seu papel, tinha um modus operandi baseado na sua imagem poderosa e carismática. Conduzia um Land Rover e persuadia as raparigas por quem o empresário estava apaixonado a irem em viagens, jantares e eventos com este.
Mais de 40 mulheres acusam Mohamed Al-Fayed, que morreu em agosto de 2023, de violência sexual.
"Chegou a hora de fazer justiça", declarou no ano passado a advogada norte-americana Gloria Allred, que faz parte do grupo de encarregados do caso, enfatizando que "houve um quarto de século de violência sexual no Harrods" e que os ataques não se limitaram à empresa, também aconteceram no Hotel Ritz de Paris, do qual Al-Fayed era proprietário e na sua residência, em Paris, a Villa Windsor.
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