Canadá aplica tarifa de 25% sobre importações de automóveis dos EUA

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, anunciou hoje a aplicação de tarifas de 25% sobre algumas importações de automóveis dos Estados Unidos, em retaliação por igual medida norte-americana.

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© DAVE CHAN/AFP via Getty Images

Lusa
04/04/2025 00:00 ‧ ontem por Lusa

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Canadá

A tarifa canadiana, anunciou Carney, tem como alvo "todos os veículos importados dos Estados Unidos que não estejam em conformidade" com o acordo comercial norte-americano USMCA.

 

Fonte do gabinete de Carney adiantou à AFP que as tarifas sobre as importações de veículos norte-americanos, avalidas em 35,6 mil milhões de dólares canadianos (22,9 mil milhões de euros) deverão entrar em vigor nos próximos dias.

As tarifas canadianas afetarão os automóveis e camiões ligeiros fabricados com menos de 75% de peças norte-americanas, o que representa cerca de 10% de todos os veículos enviados dos Estados Unidos para o Canadá, ou cerca de 67.000 veículos por ano.

O Canadá foi poupado à nova onda de tarifas anunciada na quarta-feira pelo Presidente Donald Trump contra quase todos os países do mundo, que enfrentam agora uma tarifa de pelo menos 10% sobre todas as suas vendas para os Estados Unidos.

Mas Otava, o maior parceiro comercial de Washington, já foi, desde a manhã de quinta-feira, alvo de tarifas adicionais dos EUA sobre o aço e o alumínio, bem como sobre os automóveis.

Assim que esta medida entrou em vigor, o fabricante de automóveis Stellantis, um dos maiores fabricantes do mundo, anunciou uma suspensão de duas semanas da produção na sua fábrica canadiana em Windsor.

A América do Norte é um dos principais mercados da Stellantis, onde em 2024 alcançou um volume de negócios acumulado de 63,5 mil milhões de euros divididos entre EUA, México e Canadá e entregou 1,4 milhões de veículos.

Nesta região, o grupo emprega 75 mil pessoas e tem 16 fábricas nos estados de Michigan, Indiana e Ohio, a que se juntam fábricas estratégicas no Canadá e no México.

A guerra comercial lançada pelo Presidente norte-americano, disse Carney, "causará uma rutura na economia global".

"O sistema de comércio global ancorado nos Estados Unidos e no qual o Canadá confia desde o fim da Segunda Guerra Mundial (...) já não existe", continuou.

"Acabou o período de 80 anos em que os Estados Unidos assumiram um papel de liderança na economia global, forjaram alianças baseadas na confiança e no respeito mútuo e defenderam o comércio livre de bens e serviços", afirmou o primeiro-ministro canadiano.

Otava já impôs tarifas de retaliação sobre bens de consumo americanos, avaliadas em 30 mil milhões de dólares canadianos (19 mil milhões de euros), e em igual montante sobre importações de aço e alumínio norte-americanos.

Numa conversa telefónica com Donald Trump na semana passada, Carney concordou com o Presidente norte-americano em discutir o futuro do comércio bilateral após as eleições parlamentares de 28 de abril no Canadá.

Os produtos canadianos e mexicanos que cumpram os termos do acordo USMCA não estão atualmente sujeitos a novos impostos.

Todos os outros enfrentam tarifas até 25% desde março.

Leia Também: Canadá vai lutar contra tarifas de Trump sobre aço, alumínio e automóveis

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