"Vamos ajudar", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, sem precisar que tipo de apoio será disponibilizado.
"O que aconteceu é terrível, foi muito grave, e nós vamos ajudar. Já falámos com o país", acrescentou.
O governo militar de Myanmar declarou hoje o estado de emergência e fez um apelo invulgar por assistência internacional.
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje que a organização está a mobilizar-se para ajudar as vítimas do terramoto.
"O Governo de Myanmar solicitou apoio internacional e a nossa equipa em Myanmar já está em contacto para mobilizar plenamente os nossos recursos na região para apoiar o povo de Myanmar", anunciou hoje Guterres, em declarações aos jornalistas na sede da ONU, em Nova Iorque.
"É claro que há outros países afetados. Mas o epicentro está em Myanmar, e Myanmar é o país mais fraco na situação atual", acrescentou o líder da ONU, enviando as condolências ao Governo e aos povos da região.
Também duas organizações internacionais de saúde anunciaram estarem prontas para seguir para Myanmar para apoiar os esforços de assistência aos feridos na sequência do forte terramoto.
Em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou ter ativado o sistema de gestão de emergências e o centro logístico no Dubai foi mobilizado para apoiar os feridos.
"A OMS está a coordenar as operações de resposta ao terramoto a partir da sede em Genebra, porque consideramos que se trata de um acontecimento enorme, que representa uma ameaça muito, muito grande para as vidas e para a saúde", declarou à imprensa a porta-voz da agência, Margaret Harris.
A organização ativou o centro logístico no Dubai, nomeadamente para reunir material para os feridos e artigos médicos, como fixadores externos utilizados em traumatologia, porque espera um número de feridos elevado, acrescentou.
A OMS também se vai concentrar no fornecimento de medicamentos essenciais, uma vez que as infraestruturas de saúde de Myanmar (antiga Birmânia) podem ter sido danificadas.
Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter provocou na sexta-feira vítimas mortais e o colapso de vários edifícios e monumentos em Myanmar, no Sudeste Asiático.
O sismo foi registado às 06:20 (hora de Lisboa). Ocorreu a uma profundidade de 10 quilómetros (km), com epicentro a cerca de 17 km de Mandalay, a segunda cidade da Birmânia, com 1,2 milhões de habitantes, e 270 km a norte da capital Naipidau.
Em Banguecoque, a milhares de quilómetros de distância, também há registo de mortos e vários feridos. O sismo também foi sentido com intensidade em várias cidades do sul da província chinesa de Yunnan, embora até agora os danos registados tenham sido pouco significativos.
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