Militares russos condenados por tortura e homicídio de subordinados

Um coronel e um sargento do Exército russo foram condenados por um tribunal militar a 18 e 20 anos de prisão por tortura e assassínio de subordinados, informou esta quarta-feira o portal independente Mediazona.

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© Reuters

Lusa
02/04/2025 16:36 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Guerra na Ucrânia

De acordo com a publicação, citada pela agência EFE, o Tribunal Militar do Sul condenou o coronel Yevgeny Malishko a 20 anos de prisão no dia 06 de fevereiro, despromoveu-o e retirou-lhe as suas condecorações.

 

Por sua vez, o sargento Roman Timonin foi condenado pelo mesmo tribunal a 18 anos de prisão, o que o privou da patente militar e das condecorações.

O tribunal da cidade russa de Rostov no Don recusou-se a fornecer detalhes dos casos à Mediazona, mas estes foram publicados pelo meio de comunicação ucraniano Suspilne, segundo o qual ambos os militares foram indiciados por acontecimentos ocorridos em meados de 2023 na Sexta Divisão Motorizada das Forças Armadas Russas.

O alferes Yevgeny Chukanov está a ser julgado pelo mesmo motivo, observou a Mediazona.

Os três foram acusados ??de torturar e de cometer assassínios de duas ou mais pessoas indefesas com especial crueldade, além de se organizarem para ocultar os crimes.

Dois deles são também acusados ??de profanação dos corpos dos assassinados e um de abuso de poder através de armas com consequências graves.

Os jornalistas ucranianos da Suspilne tiveram acesso à decisão do tribunal russo contra os chefes da divisão russa pelo assassínio de pelo menos sete subordinados.

Os factos, observou a Mediazona, ocorreram na primavera de 2023, quando os soldados da divisão publicaram vídeos com queixas sobre abusos por parte de superiores, que os usaram como "carne para canhão".

Segundo os investigadores, o comandante da divisão, Marat Ospanov, ordenou a punição de 19 soldados que "violaram a disciplina, recusaram-se a seguir ordens".

Os alegados infratores foram detidos e transferidos para celas localizadas na cidade ucraniana de Popasna, na região leste de Lugansk e sob controlo russo, onde foram sujeitos a espancamentos e tortura prolongados e depois executados para ocultar a sua detenção ilegal e maus-tratos.

Os soldados foram levados num carro UAZ Patriot para a cidade de Bajmutovske, na região anexada de Donetsk, no leste da Ucrânia, e, depois de serem trancados numa cave, "pelo menos cinco granadas F-1" foram lançadas contra eles. Os sobreviventes foram executados a tiro.

Os cadáveres e o veículo foram posteriormente queimados.

Leia Também: Ataque com 'drones' russos fez um morto em território ucraniano

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