O chefe da Administração Militar Regional de Dnipropetrovsk afirmou na plataforma de mensagens Telegram que o ataque causou incêndios num complexo de restaurantes, num prédio de apartamentos e em várias casas particulares.
"Há relatos iniciais de vítimas em Dnipro. Quatro pessoas feridas foram levadas para o hospital. A informação está a ser atualizada", escreveu Serhii Lysak.
Posteriormente, Lysak deu conta de uma vítima mortal e mais seis feridos, entre estes "uma mulher grávida de 27 anos" e dois em estado grave, "um homem de 69 anos e uma mulher de 69 anos".
Segundo a agência ucraniana Ukrinform, a Força Aérea ucraniana tinha emitido ao início da noite um alerta para o lançamento pelas forças russas de grupos de 'drones' de ataque contra várias regiões.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
Sob mediação dos Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia concordaram com uma trégua provisória aos ataques às infraestruturas energéticas, mediada pelos Estados Unidos, mas rapidamente se acusaram mutuamente de violações, ilustrando as dificuldades de uma negociação de paz mais alargada.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje o homólogo russo, Vladimir Putin, de estar a tentar arrastar a guerra na Ucrânia, ao levantar a ideia de uma "administração de transição" para Kyiv, sob a égide da ONU.
"Tudo o que [Putin] está a fazer é atrasar qualquer possibilidade (...) de negociação" com vista a "acabar com a guerra", comentou Zelensky numa conferência de imprensa, em Kyiv.
Zelensky indicou, por outro lado, ter recebido dos Estados Unidos uma nova versão do acordo sobre os minerais estratégicos da Ucrânia, aos quais Washington pretende ter acesso.
Os comentários de Putin surgiram horas depois de uma cimeira organizada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, que avaliou planos para enviar tropas para a Ucrânia para cimentar um eventual acordo de paz.
Macron disse no final da cimeira de quinta-feira em Paris que vários países concordaram em fazer parte da força ao lado da França e do Reino Unido.
Uma missão franco-britânica deverá deslocar-se à Ucrânia "nos próximos dias", segundo Macron.
A Rússia avisou que não aceitará tropas de membros da NATO como parte de uma futura força de manutenção da paz.
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