O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, já tinha convidado publicamente Netanyahu a efetuar esta visita, apesar do mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes cometidos por Israel no âmbito da ofensiva militar na Faixa de Gaza.
No domingo, o gabinete do chefe do executivo de Israel anunciou a data de início da viagem, e um porta-voz do Governo húngaro, Zoltan Kovacs, indicou agora que Benjamin Netanyahu estará na Hungria entre 02 e 06 de abril, sem fornecer pormenores sobre a agenda da visita.
Tanto Orbán como Netanyahu têm questionado o papel do TPI, apesar de a Hungria, enquanto signatária do Estatuto de Roma, estar obrigada ao cumprimento de todas as ordens emanadas de Haia.
Entre as questões a abordar pelos dois responsáveis durante a visita, está a possível transferência da embaixada húngara de Telavive para Jerusalém, o que constituiria mais uma rutura de Budapeste com a doutrina da União Europeia, que não reconhece Jerusalém como capital de Israel.
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