Nova polémica 'abala' a Casa Branca. Desta vez o 'culpado' é o Gmail

As comunicações levadas a cabo por e-mail não contam com encriptação mas, coincidentemente, a Google anunciou no dia 1 de abril o lançamento desta medida de segurança para o Gmail. O caso surge após uma polémica semelhante com o uso da aplicação de mensagens encriptadas Signal por altos funcionários da administração Trump.

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Miguel Patinha Dias
02/04/2025 08:33 ‧ ontem por Miguel Patinha Dias

Tech

Gmail

Depois da polémica em torno do uso da Signal por parte de altos funcionários da administração Trump para partilharem planos de guerra, há mais um membro do governo dos EUA a ser criticado pelo uso indevido de uma plataforma de mensagens comum para tratar de assuntos oficiais - o Gmail.

 

A informação foi avançada pelo The Washington Post que afirma que, apesar de mais usado do que a Signal, o Gmail é um meio de comunicação menos seguro do que a aplicação de mensagens encriptada. Lembrar que o serviço de e-mail da Google conta com mais de 1,8 mil milhões de utilizadores em todo o mundo.

Neste caso em particular, fontes da publicação norte-americana afirmaram que o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Mike Waltz, usou a conta pessoal do serviço de e-mail da Google para receber o seu calendário e também documentos oficiais.

Signal, a app (da polémica) criada com ajuda do fundador do WhatsApp

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A aplicação está equipada com encriptação mas pode, ainda assim, ser usada em ataques de ‘phishing’.

Miguel Patinha Dias | 08:47 - 26/03/2025

“A não ser que usem [o software de encriptação] GPG, o e-mail não conta com encriptação de ponta a ponta e os conteúdos da mensagem pode ser interceptado e lido em vários pontos, incluindo nos servidores da Google”, contou à publicação a diretora de cibersegurança da Electronic Frontier Foundation, Eva Galperin. 

Coincidentemente, a Google aproveitou este dia 1 de abril - data em que o Gmail completou o seu 21.º aniversário - para anunciar que os utilizadores com  contas empresariais Workspace terão a oportunidade de enviar e-mails encriptados para qualquer tipo de conta.

EUA. Escândalo envolve Signal (que aproveita):

EUA. Escândalo envolve Signal (que aproveita): "Não percam oportunidade"

"Há muitas razões para estar na Signal", começou por escrever o fundador da aplicação numa publicação partilhada na rede social X.

Miguel Patinha Dias | 11:22 - 25/03/2025

“Estamos a lançar isto com uma abordagem faseada a partir de hoje, em versão beta, com a capacidade de enviar e-mails encriptados a utilizadores do Gmail na vossa própria organização. Nas próximas semanas, os utilizadores serão capazes de enviar e-mails encriptados para qualquer caixa de entrada do Gmail e, mais perto do final do ano, para qualquer caixa de entrada de um e-mail”, pode ler-se no comunicado da Google partilhado pela Forbes.

O caso 'Signalgate' 

Não obstante, nota o The Washington Post que o uso do Gmail em assuntos oficiais é uma prática que vai contra as regulamentações do governo dos EUA. Além de não ser o método mais seguro para comunicar, também impede que estas comunicações sejam preservadas e, portanto, devidamente escrutinadas.

Esta situação de Waltz com o Gmail segue-se à polémica do caso conhecido como 'Signalgate'. O caso teve lugar recentemente e consistiu no uso da aplicação de mensagens encriptadas Signal por altos funcionários da administração Trump para trocarem mensagens a propósito de ataques a serem planeados no Iémen.

[Notícia atualizada às 09:01]

Leia Também: Conselheiro de segurança nacional de Trump usa Gmail para assuntos oficiais

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