O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, acusou o secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, de "destratar e atacar" o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e alertou que é preciso analisar as medidas do programa eleitoral dos socialistas "com muito cuidado".
"Há 40 dias que o Partido Socialista tem um programa eleitoral, que é destratar e atacar Luís Montenegro. Esse tem sido o programa do Partido Socialista e, em boa verdade, das Esquerdas", começou por referir em entrevista à RTP 3.
Sobre as medidas apresentadas, este sábado, pelo secretário-geral dos socialistas, Nuno Melo afirmou que foram "apresentadas com a mesma ligeireza que o Pedro Nuno Santos, ministro, anunciava indemnizações de meio milhão de euros por Whatsapp ou anunciava dois aeroportos que depois acabaram em aeroporto nenhum".
"Há uma certeza: As medidas têm de ser vistas com muito cuidado. Temos de perceber como é que se paga", adiantou.
Questionado sobre se a Aliança Democrática poderia ser prejudicada nas próximas eleições por causa das polémicas relacionadas com Luís Montenegro, Nuno Melo defendeu que o primeiro-ministro "deve ser talvez o líder mais visado, historiado, quase devassado, e que mais explicações deu na história da democracia portuguesa".
Sublinhou ainda que, de acordo com as últimas sondagens, os portugueses consideram Luís Montenegro "mais competente e mais honesto".
"Estou razoavelmente animado em relação ao futuro porque para ser primeiro-ministro a primeira coisa que conta é a credibilidade e eu não tenho dúvida que os portugueses testemunham e reconhecem que Luís Montenegro é muitíssimo mais credível do que Pedro Nuno Santos para ser primeiro-ministro de Portugal", atirou.
Sublinhe-se que o Partido Socialista apresentou, este sábado, o programa eleitoral para as Legislativas de 18 de maio. Entre as medidas está um aumento anual do salário mínimo nacional em pelo menos 60 euros por ano, para atingir os 1.110 euros em 2029, e reduzir, de forma faseada, a semana de trabalho para 37,5 horas.
O PS propõe também no programa eleitoral o IVA Zero permanente num cabaz de bens alimentares, tal como foi aplicado temporariamente pelo Governo de António Costa devido à inflação, e reduzir esse imposto para 6% na eletricidade até 6,9 kVA.
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