Na apresentação do programa eleitoral socialista, hoje à tarde em Lisboa, coube ao líder do PS a responsabilidade de detalhar e explicar politicamente uma dezena de medidas que os socialistas destacam neste documento com o qual se apresentam às eleições de 18 de maio.
"Estas são cerca de 10 medidas que nós vamos adotar, que são facilmente escrutináveis e monitorizáveis. São medidas concretas que permitem ao povo português visualizar aquele que é o programa do PS e aquelas que são as nossas prioridades", referiu.
A relação que Pedro Nuno Santos quer ter com as pessoas "é de transparência e de verdade", assegurando que "não são de resultados imprevisíveis".
"São de decisões fáceis com resultados imediatos ou diretos", referiu.
O secretário-geral do PS elencou o aumento dos salários, a redução do custo de vida, a habitação, o SNS ou o tempo para a família como linhas prioritárias do PS para "o "projeto de futuro" que querem trazer para Portugal.
Um dos aspetos nos quais Pedro Nuno Santos se debruçou na apresentação foram os portugueses em Portugal que "sentem que a sua vida não avança" com "salários excessivamente baixos".
"Para fazer face às dificuldades as famílias precisam de ver o seu poder de compra aumentar ou o custo de vida reduzir-se. As contas públicas do país deixam alguma margem para o Estado contribuir para este objetivo, reduzindo impostos", defendeu.
No entanto, para o líder do PS os impostos que é preciso baixar "não são os impostos que só uma parte da população paga", mas sim "os impostos que toda a gente paga quando compra o essencial".
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