PS/Açores propõe pacto social para a Educação entre governos e autarquias

O líder do PS/Açores, Francisco César, defendeu hoje um pacto social entre governos regional e nacional, autarquias e comunidade para fortalecer a Educação na região e melhorar os indicadores de qualificação dos açorianos.

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Lusa
05/04/2025 21:55 ‧ ontem por Lusa

Política

Partido Socialista

"Este pacto social, que inclui o Governo da República e o Governo dos Açores, deve incluir também as comunidades educativas, as autarquias locais e outras entidades, para lançar iniciativas transformadoras que fortaleçam a educação e impulsionem os índices de qualificação dos açorianos", afirmou.

 

Francisco César falava, em Ponta Delgada, na sessão de encerramento das Jornadas Autárquicas do PS/Açores.

Com candidatos e autarcas na plateia, o dirigente socialista deixou um desafio para que trabalhem em conjunto na implementação de um "pacto social ambicioso" para a Educação.

"Sei bem que muitos dos nossos autarcas socialistas têm implementado várias medidas de apoio aos estudantes dos seus concelhos, mas nós precisamos de trabalhar em conjunto. Precisamos de mais políticas que garantam um verdadeiro acompanhamento escolar, que combatam o abandono escolar e que assegurem um futuro digno para todos", frisou.

Francisco César assegurou, no entanto, que o objetivo não é empurrar o trabalho para cima dos autarcas, mas dar a cada um dos intervenientes a "devida compensação financeira".

O líder do PS/Açores alertou ainda que o combate à pobreza e às dependências não podem continuar a ser ignorado nos Açores.

"A taxa de risco de pobreza na nossa região é alarmante, e, no que toca às dependências, estamos num estado de alerta vermelho. O alcoolismo crónico e o consumo de substâncias psicoativas estão a destruir vidas, enquanto as respostas institucionais se deterioram", apontou.

Francisco César, que volta a encabeçar a lista do PS às eleições legislativas antecipadas de 18 de maio, pelo círculo eleitoral dos Açores, comprometeu-se a voltar a levar o tema à Assembleia da República.

"Vamos voltar a levar essa questão à Assembleia da República, como já o fizemos no passado, propondo a realização de um estudo conjunto e detalhado sobre evolução das dependências nas regiões autónomas, tendo em conta os novos comportamentos aditivos", avançou.

O líder regional do PS justificou a recandidatura a deputado à Assembleia da República com a necessidade de defender os interesses dos Açores, num "mandato que vai ser importantíssimo para a região".

"Assim, eu posso atuar em duas frentes complementares: na Assembleia da República e no arquipélago. Continuarei a estar nos Açores, como sempre estive, a ouvir as pessoas, a acompanhar de perto os desafios da nossa terra e a trabalhar em conjunto com todos aqueles que querem o melhor para os açorianos", assegurou.

O dirigente socialista deu como exemplos de questões relevantes para os Açores que poderão ser discutidas na Assembleia da Republica, no próximo mandato, a revisão constitucional extraordinária e a revisão da Lei das Finanças das Regiões Autónomas.

Destacou ainda a situação financeira dos Açores, defendendo que vai exigir a responsabilidade da região, mas também "a ajuda do Governo da República".

"Temos um problema enorme, um desequilíbrio estrutural nas nossas contas", salientou, lembrando que em 2024 a dívida pública da região aumentou em 88,5 milhões de euros.

Francisco César acusou a coligação PSD/CDS/PPM de ser responsável por aumentar a dívida da região em 900 milhões de euros, em quatro anos e meio de governação, e de ter pagamentos em atraso a famílias, empresas, associações e autarquias.

"Parte da despesa não está a ser paga através de dívida pública, está a ser suportada exclusivamente pelos fornecedores e por aqueles que trabalharam para o Governo Regional", criticou.

Leia Também: Autarca de Vila Franca do Campo condenado afeta PS? "Penso que não"

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