Numa conferência de imprensa para anunciar o novo nome da coligação PSD/CDS-PP, depois de a primeira versão ter sido chumbada pelo Tribunal Constitucional, Hugo Soares foi questionado sobre o envio de mensagens a militantes do PSD para comparecerem no mercado de Bolhão, no Porto, onde decorreu um Conselho de Ministros para assinalar um ano do executivo.
O secretário-geral e líder parlamentar do PSD começou por frisar que todas as bancadas, através do Ministério dos Assuntos Parlamentares, são informadas das deslocações do Governo e todos os deputados "são livres" para se juntar a estas iniciativas.
"O PSD do Porto entendeu comunicar aos seus militantes que o Governo que apoia, que o primeiro-ministro que apoia, estaria no Porto naquela ocasião, para quem quisesse estar presente a saudar o Governo", afirmou.
Hugo Soares frisou que "os militantes do PSD do Porto não participaram em nenhum Conselho de Ministros, não participaram em nenhuma reunião formal do Governo".
"Estiveram à porta a receber o primeiro-ministro, como eu creio que é absolutamente normal e diria até que creio que é saudável e demonstra bem o empenho que o PSD tem no apoio ao Governo de Portugal", afirmou.
Hugo Soares foi ainda questionado sobre o anúncio, feito hoje através de um artigo de opinião no Jornal de Notícias, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, de que seria candidato à Câmara do Porto.
"Creio que deve perguntar ao próprio, creio que se for uma coincidência, devo dizer que é uma coincidência feliz, porque o Porto hoje teve duas excelentes notícias, teve os membros do Governo num Conselho de Ministros no Porto - porque a coesão do território nacional também se faz de sinais políticos - e o Porto hoje teve uma segunda boa notícia, é que tem um extraordinário candidato à Câmara Municipal apresentado pelo PSD e pelo CDS", afirmou.
Sobre o facto de Pedro Duarte ter prestado declarações já na qualidade de candidato à margem desse Conselho de Ministros, Hugo Soares considerou que "não vem dá nenhum mal ao mundo".
"Se ele não tivesse falado, estaríamos aqui a falar de que teria esquivado às perguntas das senhoras e dos senhores jornalistas. Não foi o caso, repito, hoje foi mesmo uma boa notícia para o território nacional e para o Porto", disse.
"Um sinal político forte de um governo de proximidade e de coesão territorial, com o Conselho de Ministros descentralizado no Porto, onde se celebrou um ano de governo e com tanto aquilo que nestes últimos 11 meses o Governo pode apresentar para resolver os problemas da vida das pessoas", afirmou.
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