'Wasi Mikuna' é o novo nome dado pelo governo ao antigo programa de alimentação escolar 'Qali Warma', afetado desde o ano passado por um escândalo de alegada corrupção.
O responsável pelo programa de alimentação estudantil de Piura, Yoshio Granda, disse à rádio RPP que foram apreendidos produtos do consórcio Amego, investigado pela alegada intoxicação de 85 estudantes, dos quais cinco ainda estão hospitalizados, segundo os meios de comunicação locais.
"O fornecedor responsável pela entrega dos alimentos a esta instituição de ensino fornece cerca de 1.200 outras em Piura. Distribuiu os mesmos lotes de arroz, de açúcar e hoje redigimos um documento da Direção Regional de Educação para que comunique às suas unidades educativas a suspensão e o não consumo destes alimentos", relatou Granda.
As causas do envenenamento ainda são desconhecidas, mas o responsável garantiu que todos os produtos entregues pela 'Wasi Mikuna' (que significa comida caseira em quéchua) têm licença sanitária.
Neste sentido, a ministra do Desenvolvimento e Inclusão Social peruana, Leslie Urteaga, anunciou hoje no canal Latina que foi declarada emergência para o Programa Nacional de Alimentação Escolar e que está se ser colocada a possibilidade de o extinguir.
Deu ainda nota de que estão a trabalhar numa regra que reconfigura o desenho do programa para evitar a ocorrência deste tipo de acontecimentos.
Na quinta-feira, o diretor da escola Elvira Castro de Quirós, Luis Córdoba, disse à imprensa que os menores tiveram vómitos e uma reação alérgica cutânea após tomarem o pequeno-almoço com os produtos enviados pelo 'Wasi Mikuna'.
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