Entre as vítimas estão 274 bebés que nasceram "sob o bombardeamento" e foram mortos e outras 876 crianças com menos de um ano que também morreram na sequência dos ataques israelitas no enclave palestiniano.
Além disso, 17 crianças morreram de frio nos campos de deslocados e 52 de fome e subnutrição devido à guerra e ao bloqueio, segundo o balanço do Ministério da Saúde de Gaza, liderado pelo Hamas, com base em dados do Gabinete Central de Estatísticas da Palestina (PCBS), citados pela agência EFE.
Segundo as autoridades, 1,95 milhões de crianças estão em situação de insegurança alimentar grave e 345 mil estão numa fase catastrófica, com 12.000 em desnutrição severa.
Na sexta-feira, a agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) referiu que, pelo menos, 100 crianças são mortas ou ficam feridas diariamente em Gaza, desde que Israel retomou a sua ofensiva.
De acordo com a Unicef, desde 18 de março, altura em que Israel retomou os ataques a Gaza quebrando o cessar-fogo em vigor desde meados de janeiro, 322 crianças palestinianas foram mortas e 609 ficaram feridas.
Desde o início da guerra, em 07 de outubro de 2023, mais de 15.000 crianças morreram, mais de 34.000 ficaram feridas e quase um milhão foram deslocadas.
Hoje assinala-se o dia da criança palestiniana e, por isso, o Governo de Gaza partilhou mais números sobre as consequências da guerra e da ofensiva israelita na Faixa de Gaza sobre as crianças, dado que no enclave palestiniano 40% da população tem menos de 15 anos, segundo dados da PCBS.
Das 11.200 pessoas desaparecidas durante a guerra, 70% são crianças ou mulheres e a ofensiva deixou 39.000 crianças órfãs, sendo que 17.000 das quais perderam ambos os pais, o que, segundo o Governo de Gaza, constitui "a maior crise de orfandade da história moderna".
Todos os dias, 15 crianças sofrem uma incapacidade permanente e, das 4.700 amputações registadas nos últimos meses, 18% são de crianças.
No que toca à educação, 111 escolas públicas foram completamente destruídas e 241 foram gravemente danificadas, o que se soma às 89 escolas da UNRWA bombardeadas e vandalizadas. Isto, juntamente com o facto de 519 professores terem sido mortos, significa que 700.000 pessoas não têm atualmente acesso à educação no território.
Só nas últimas 24 horas, os ataques israelitas na Faixa de Gaza provocaram, pelo menos, 60 mortos e 162 feridos, segundo um balanço hospitalar publicado hoje pelo Ministério da Saúde do enclave.
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