De acordo com o comunicado oficial, na reunião de hoje com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, foram analisadas "as medidas tomadas pelo Exército libanês para implementar a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU", que pôs fim à guerra entre as partes em 2006, e ao texto que serve de base ao atual acordo de cessar-fogo.
O acordo de cessar-fogo alcançado em novembro, após um ano de combates, previa que as forças do Hezbollah deviam retirar-se para norte do rio Litani, as tropas israelitas saissem do sul do Líbano e que o Exército libanês se desloque para essa região para monitorizar a área e manter a segurança.
Embora o Exército libanês se tenha movimentado para o sul do Líbano, Israel não cumpriu a sua parte do acordo, mantendo a sua presença em cinco locais do país vizinho.
Relativamente a essa presença israelita, o comunicado adiantou que Salam e Ortagus discutiram a "conclusão da retirada israelita do território libanês" durante a reunião, que durou mais de uma hora e "foi caracterizada por uma atmosfera positiva".
A enviada dos EUA discutiu anteriormente as mesmas questões com o Presidente libanês, Joseph Aoun, e deverá fazer o mesmo com o presidente do parlamento, Nabih Berri, que é também o principal negociador no cessar das hostilidades com Israel.
A sua visita acontece numa altura que se regista um aumento dos ataques do Estado judaico, que na semana passada lançou dois ataques aéreos contra os arredores de Beirute pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor há quatro meses.
Washington, o principal mediador do cessar das hostilidades, está alegadamente a tentar pressionar o Líbano para acelerar o desarmamento de grupos não estatais e a iniciar negociações para demarcar a sua fronteira com o Estado judaico, atualmente dividida apenas por uma linha de retirada traçada pela ONU.
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