O inspetor-geral do Pentágono anunciou, esta quinta-feira, que foi aberta uma investigação ao uso da aplicação Signal para coordenar o lançamento de um ataque dos EUA aos Hutis, grupo do Iémen.
De acordo com o comunicado, citado pela Associated Press (AP), será analisada a utilização da aplicação de mensagens Signal pelo Secretário da Defesa, Pete Hegseth, para transmitir os planos de um ataque militar contra os rebeldes do Iémen.
A análise vai também ter 'na mira' outros funcionários, já que a aplicação não faz parte da rede de comunicações seguros do Departamento de Defesa.
"O objetivo desta avaliação é determinar em que medida o Secretário da Defesa e outro pessoal do departamento cumpriram as políticas e procedimentos para a utilização de uma aplicação comercial de mensagens para assuntos oficiais", explica o inspetor-geral em exercício, Steven Stebbins, numa carta a Hegseth, citada pela AP.
A carta também dizia que o seu gabinete "irá rever o cumprimento dos requisitos de classificação e de retenção de registos."
Recorde-se que esta investigação surge depois de um jornalista da publicação The Atlantic ter sido inserido numa conversa onde o secretário estava, e na qual foram discutidos os próximos ataques.
O sucedido constitui uma das violações de segurança de maior visibilidade na história militar recente dos EUA, já que se trata de informações confidenciais.
Para além dos planos detalhados do ataque, outras conversas tiveram origem no grupo, em que o jornalista foi inserido a 11 de março. Numa destas conversas, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, terá expressado que era contra o ataque porque "odiava socorrer a Europa outra vez", uma vez que estes países eram mais afetados pelos ataques dos Hutis do que os Estados Unidos.
A inclusão do editor da Atlantic, Jeffrey Goldberg, foi revelada detalhadamente neste artigo.
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