"Consideramos o anúncio feito pela comissária europeia para o Alargamento, Marta Kos, (...) de não visitar o nosso país, como uma medida politicamente motivada destinada a satisfazer certos grupos dentro da UE", declarou no X a delegação permanente da Turquia junto da União Europeia (UE).
"Esta atitude da comissário Kos é incompatível com a posição da Comissão Europeia, que deve ser imparcial", acrescentou a delegação.
Kos anunciou na terça-feira que cancelava a sua participação num fórum diplomático na próxima semana em Antalya, no sul da Turquia, devido à situação no país.
A delegação turca afirmou hoje ser "inaceitável que a UE adopte uma abordagem que prejudique a independência do poder judicial e o Estado de direito" no país.
A detenção e posterior prisão, a 19 de março, do presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, figura de proa do partido da oposição CHP e principal rival do Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, desencadeou uma onda de protestos que foi reprimida pelas autoridades.
Cerca de 1.900 pessoas, entre estudantes e jornalistas, foram detidas desde o início do movimento.
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