Nicarágua sai de processo de genocídio em Gaza e Israel saúda decisão

A Nicarágua pediu ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) para se retirar da queixa da África do Sul contra Israel por genocídio na Faixa de Gaza, decisão saudada pelo Governo israelita, que considerou que "mais vale tarde que nunca".

Notícia

© ARIS MESSINIS/AFP via Getty Images

Lusa
03/04/2025 18:57 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Médio Oriente

O TIJ indicou hoje que, na terça-feira, "a Nicarágua informou o Tribunal da sua decisão de retirar o pedido de permissão para intervir" no caso relativo à Aplicação da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza da África do Sul contra Israel.

 

Na sua solicitação apresentada em janeiro do ano passado e agora retirada, a Nicarágua defendeu ter "interesses de natureza jurídica que derivam dos direitos e obrigações impostos" pela Convenção a todos os países signatários e, especialmente, da "natureza universal tanto da condenação do genocídio como da cooperação necessária 'para libertar a humanidade de um flagelo tão odioso'".

Neste caso, a Nicarágua apoiou a posição da África do Sul e considerou ainda que as atividades militares israelitas na Faixa de Gaza constituem uma "violação das suas obrigações" nos termos da Convenção.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, saudou a decisão.

"A Nicarágua retirou a sua intervenção moralmente repugnante no caso infundado e escandaloso que a África do Sul apresentou contra Israel perante o TIJ. Outros que cometeram o mesmo erro deveriam seguir o seu exemplo", escreveu o ministro nas redes sociais.

Até à data, a Irlanda, Colômbia, Cuba, Líbia, México, Palestina, Espanha, Turquia, Chile, Maldivas e Bolívia solicitaram formalmente a intervenção neste mesmo procedimento.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada com um ataque do grupo islamita palestiniano Hamas contra o sul de Israel em 07 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas e tomando 251 como reféns.

Em resposta, Israel lançou um ataque em grande escala na Faixa de Gaza, matando mais de 50 mil pessoas, na maioria civis, segundo números das autoridades locais controladas pelo Hamas, destruindo a maior parte do enclave palestiniano, que está mergulhado numa grave crise humanitária.

Durante o mês de março, Israel quebrou a trégua nos combates iniciada em 19 de janeiro com o Hamas e voltou a atacar a Faixa de Gaza.

Estes ataques ocorrem num momento em que as partes não alcançam entendimento para avançar para as etapas seguintes do acordo de cessar-fogo.

Leia Também: Detido há mais de 1 ano, ex-presidente do Panamá autorizado a deixar país

Partilhe a notícia

Escolha do ocnsumidor 2025

Descarregue a nossa App gratuita

Nono ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online e eleito o produto do ano 2024.

* Estudo da e Netsonda, nov. e dez. 2023 produtodoano- pt.com
App androidApp iOS

Recomendados para si

Leia também

Últimas notícias


Newsletter

Receba os principais destaques todos os dias no seu email.

Mais lidas