O concurso público para a execução da empreitada em seis lotes no concelho do distrito de Castelo Branco já foi publicado em Diário da República e o prazo para a entrega de propostas termina no dia 15.
Segundo o vice-presidente do município, Paulo Borralhinho, em causa estão edifícios que eram propriedade da autarquia e que, através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, vão ser reabilitados e postos no mercado de arrendamento a custos controlados.
De acordo com Paulo Borralhinho, entre os imóveis a recuperar encontram-se três antigas escolas primárias desativadas e sem qualquer utilização, as de Malpique, Gaia e Pimenta.
Uma outra casa a intervencionar está localizada na vila de Caria, outra no centro de Belmonte e duas antigas casas dos escuteiros, geminadas, também na sede de concelho.
O vice-presidente da Câmara de Belmonte acentuou a importância do alargamento do parque habitacional para sustentar a aposta na atração de investimento e para conseguir fixar população.
"É recuperar património municipal que está degradado e que, de outra forma, não teríamos meios financeiros para os recuperar. Assim, fazemos um dois em um. Recuperamos edifícios municipais e passamos a ter habitação a custos controlados", realçou em declarações à agência Lusa.
O autarca explicou que uma das dificuldades para atrair empresas e fixar população se prende, como acontece atualmente nos restantes concelhos do país, com "a questão da habitação".
"Uma forma de contornar essa situação é ir buscar dinheiro através desses fundos para reabilitarmos o que temos cá e depois meter no mercado de arrendamento, a custos controlados, com rendas acessíveis", reforçou.
Paulo Borralhinho adiantou que este investimento de um milhão e 70 mil euros integra a Estratégia Local de Habitação, que prevê a construção de mais casas.
O município cedeu ao IHRU os imóveis em causa e o vice-presidente pormenorizou que o município vai depois ressarcindo o IHRU do investimento feito.
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