Chefe da diplomacia da UE afirma que Rússia mostra não querer paz

A alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, afirmou que a Rússia "não está interessada na paz", após o ataque russo com mísseis balísticos a Krivi Rig, cidade natal do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

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© FREDERICK FLORIN/AFP via Getty Images

Lusa
05/04/2025 06:41 ‧ há 8 horas por Lusa

Mundo

Ucrânia

Reagindo ao ataque na sexta-feira, que fez pelo menos 16 mortos, incluindo seis crianças, Kallas considerou "trágicas e desumanas as imagens vindas de Krivi Rig", após "outro ataque russo imprudente [que] atingiu uma movimentada área residencial".

 

"A Rússia continua a destruir a Ucrânia; não tem qualquer interesse na paz", enfatizou Kallas numa publicação nas redes sociais.

Mais de 50 pessoas ficaram feridas no ataque, que teve como alvo o centro desta cidade, que tinha uma população de 600 mil habitantes antes da guerra e está localizada na região de Dnipropetrovsk, no centro da Ucrânia.

"A Rússia não quer um cessar-fogo, e nós vemos isso", reagiu Zelensky, sublinhando que são comuns tais ataques a edifícios residenciais.

O Presidente ucraniano insistiu que só a pressão sobre a Rússia e a entrega de mais armas e defesas aéreas à Ucrânia levarão ao fim da guerra.

"Os Estados Unidos, a Europa e o resto do mundo têm capacidade suficiente para obrigar a Rússia a abandonar o terror e a guerra", enfatizou.

Localizada a cerca de 80 quilómetros da linha da frente, Kryvyi Rig tem sido alvo de ataques aéreos regulares desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.

Na quarta-feira, quatro pessoas foram mortas e 14 ficaram feridas num ataque de mísseis russos.

No início de março, um ataque semelhante atingiu um hotel na cidade, matando duas pessoas e ferindo sete.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

Leia Também: Chefe da diplomacia da UE não vê vencedores em guerra comercial com EUA

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