"As necessidades imediatas dos afetados incluem abrigo, alimentação, cuidados de saúde, água, saneamento e apoio à saúde mental e psicossocial", explicou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em comunicado hoje divulgado.
"As populações vulneráveis, incluindo crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência, correm maior risco de separação familiar, tráfico, abuso e violência de género", sublinhou.
Segundo a responsável, a OIM e os seus parceiros locais estão a trabalhar 24 horas por dia para recolher informações sobre o impacto do sismo através da Matriz de Rastreio de Deslocamento (DTM) para ajudar a avaliar as principais necessidades das comunidades afetadas, em coordenação com o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
O sismo, que atingiu uma magnitude 7,7 na escala de Richter, assim como os terramotos secundários que se seguiram foram os maiores a atingir Myanmar em mais de um século e causaram a destruição generalizada de várias regiões.
De acordo com o mais recente balanço da junta militar que está no poder em Myanmar (antiga Birmânia), pelo menos 3.085 pessoas morreram e mais de 4.700 ficaram feridas, tendo sido dadas como desaparecidas 340, embora as equipas de busca e salvamento continuem a procurar entre os destroços.
A OIM está a dar prioridade à "entrega de 'kits' de abrigo de emergência, assistência financeira multiusos, cuidados de saúde essenciais, água potável, 'kits' de higiene e apoio psicossocial às famílias afetadas", referiu a organização, adiantando estar a apear também as autoridades locais.
O valor pedido pela agência da ONU para ajudar as pulações visa responder às necessidades de emergência imediatas, alerta a OIM, referindo que é esperado qu as consequências do terramoto exijam esforços de recuperação e reabilitação extensivos a longo prazo.
"Este desastre agrava ainda mais as necessidades humanitárias já críticas, especialmente para as populações mais vulneráveis", referiu.
Mesmo antes do terramoto, quase 20 milhões de pessoas em Myanmar (um terço da população) necessitavam de ajuda humanitária, devido ao conflito, à fome, ao acesso restrito aos serviços públicos e à crise económica", lembrou a organização, adiantando ser estimado que mais de 3,5 milhões de pessoas tenham sido forçadas a fugir das suas casas devido ao conflito em curso.
O sismo, que motivou uma declaração de emergência em seis regiões, provocou a derrocada ou danos parciais em quase 21.800 casas, 805 edifícios de escritórios, 1.041 escolas, 921 mosteiros e conventos, 1.690 pagodes, 312 edifícios religiosos, 48 hospitais e clínicas e 18 hectares de plantações, segundo a junta militar.
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