"Único país com direito a presença militar no Panamá é a nossa República"

O presidente panamiano, José Raúl Mulino, rejeitou hoje a possibilidade de os EUA ou outra potência mundial instalar bases militares no país, porque violaria o Tratado de Neutralidade que rege o canal interoceânico.

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© ARNULFO FRANCO/AFP via Getty Images

Lusa
27/03/2025 23:32 ‧ há 3 dias por Lusa

Mundo

Panamá

"Acreditem que não vão existir bases militares de qualquer potência. O Tratado de Neutralidade é para respeitar. O único país com direito a ter presença militar no Panamá ou bases de segurança militar no Panamá é a nossa República", disse, durante a sua conferência de imprensa semanal.

 

Mulino desmentiu assim a existência de uma carta do governo dos EUA em que se colocavam opções para administrar o canal ou estabelecer bases militares no país, como noticiou a imprensa local.

"Não sei de onde tiram essas coisas. Não há qualquer carta de nenhuma índole nem petição relacionada como semelhante propósito", garantiu.

No Panamá, que aboliu o Exército em 1990, depois da invasão dos EUA em dezembro de 1989, não existem bases militares norte-americanas, devido aos Tratados Torrijos-Carter de 1977, entre os quais está o de Neutralidade, vigente desde 01 de outubro de 1979.

Os Tratados estabeleceram a transferência do canal para o Panamá, em 31 de dezembro de 1999, que os EUA construíram no século passado e geriram durante mais de 80 anos.

O Panamá alargou a via, com um investimento de 5,500 mil milhões de dólares, que entrou em funcionamento em 2016, aumentando as receitas e o valor estratégico da infraestrutura.

A segurança do Estado panamiano está nas mãos de polícias especializadas no aero naval e fronteiras e da Polícia Nacional. A este respeito, Panamá e EUA têm uma cooperação ativa, que inclui formação e donativo de equipamentos.

O Pentágono negou, no dia 14, que vá mudar a sua presença militar no Panamá, mas especificou que esta a realizar com o país diversas manobras militares conjuntas, o que está contemplado nos tratados bilaterais.

A negação do Departamento de Defesa surgiu depois de a estação televisiva NBC News ter avançado que Trump tinha pedido planos para a recuperação do controlo do canal, entre os quais o envio de tropas, em coordenação com os dirigentes do Panamá, e o cenário mais drástico do uso da força.

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