Este órgão "votou hoje o fim da sua política de defesa de regras que exigem a divulgação de riscos relacionados com riscos climáticos e emissões de gases com efeito de estufa", referiu a instituição, em comunicado.
O objetivo "é acabar com o [seu] envolvimento (...) na defesa de regras de divulgação de alterações climáticas dispendiosas e desnecessariamente intrusivas", explicou Mark T. Uyeda, presidente em exercício da SEC, citado no comunicado de imprensa.
De acordo com este regulamento, cuja aplicação seria distribuída ao longo do ano fiscal de 2025, as empresas teriam de incluir nos seus relatórios anuais dados sobre as emissões resultantes das suas atividades diretas, bem como o seu consumo de energia.
As empresas cotadas em Nova Iorque deviam também divulgar os riscos relacionados com o clima e os seus efeitos reais ou potenciais na sua estratégia, modelo de negócio e previsões.
"Os estados e as partes privadas contestaram estas regras", frisou a SEC, que tinha "suspendido anteriormente a entrada em vigor deste regulamento enquanto se aguardava o resultado deste litígio".
"Após a votação da Comissão, a equipa da SEC enviou uma carta ao tribunal indicando [que] vai retirar a sua proposta de defesa do acordo", destacou ainda.
Em março de 2024, após a adoção do texto, os procuradores de nove estados anunciaram que iriam apresentar uma ação judicial num tribunal federal de recurso para anular a nova diretiva, que o procurador-geral da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, tinha descrito como "uma manobra insidiosa para enfraquecer o setor energético" nos Estados Unidos.
Um estudo de 2021 da Universidade de Cornell apontou que 99,9% das investigações publicadas concluíram que as alterações climáticas foram causadas principalmente pela atividade humana.
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