Madeira: Chega aceita ato eleitoral e espera legislatura com estabilidade

O líder do Chega/Madeira, Miguel Castro, afirmou hoje que espera que a região tenha estabilidade política durante toda a legislatura e alertou que é necessária responsabilidade da parte do representante da República e dos partidos.

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Lusa
28/03/2025 13:14 ‧ há 3 dias por Lusa

Política

Eleições

"Nós viemos dizer ao senhor representante da República que aceitamos o ato eleitoral assim como foi e que esperamos que, efetivamente, seja uma legislatura profícua, duradoura e que os madeirenses e porto-santenses tenham os seus interesses defendidos pelo Governo Regional que tomará posse futuramente", disse Miguel Castro aos jornalistas.

 

O dirigente do Chega falava no Palácio de São Lourenço, no Funchal, residência oficial do representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, que hoje recebe os seis partidos que garantiram assento na Assembleia Legislativa nas eleições regionais antecipadas de domingo e fará uma declaração no final.

Miguel Castro salientou, também, que alertou o juiz conselheiro para a necessidade de haver responsabilidade da sua parte e dos partidos "a ver se os atores políticos, quem vai estar na governação, não serão mudados a meio do campeonato tendo em conta as situações judiciais que o próprio Miguel Albuquerque está envolvido, como todos sabem".

"Nós achamos é que, acima de tudo, os interesses dos madeirenses e porto-santenses devem estar salvaguardados e defendidos e que a Madeira tenha efetivamente uma estabilidade política durante uma legislatura", reforçou.

O representante da República para região autónoma está hoje a receber os seis partidos que elegeram deputados nas eleições de domingo, nomeadamente o PSD (23 deputados), o JPP (11), o PS (oito), o Chega (três), o CDS-PP (um) e a Iniciativa Liberal (um).

Na terça-feira, dois dias após as eleições, as estruturas regionais do PSD e do CDS-PP definiram um acordo pós-eleitoral que assegura a maioria parlamentar na região e inclui a integração do líder dos democratas-cristãos do arquipélago, José Manuel Rodrigues, no executivo.

Estas foram as terceiras legislativas realizadas na Madeira em cerca de um ano e meio, tendo concorrido num círculo único 14 listas: CDU (PCP/PEV), PSD, Livre, JPP, Nova Direita, PAN, Força Madeira (PTP/MPT/RIR), PS, IL, PPM, BE, Chega, ADN e CDS-PP.

O sufrágio ocorreu 10 meses após o anterior, na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega - que a justificou com as investigações judiciais envolvendo membros do Governo Regional, inclusive o presidente, Miguel Albuquerque (PSD) -- e da dissolução da Assembleia Legislativa pelo Presidente da República.

As anteriores regionais realizaram-se em 26 de maio de 2024, tendo o PSD conseguido eleger 19 deputados, o PS 11, o JPP nove, o Chega quatro (uma deputada tornou-se, entretanto, independente) e o CDS-PP dois. PAN e IL garantiram um assento cada.

O PSD fez na altura um acordo de incidência parlamentar com o CDS-PP, insuficiente, ainda assim, para a maioria absoluta. Os sociais-democratas tiveram também já um acordo de incidência parlamentar com o PAN após as regionais de setembro de 2023.

Leia Também: Madeira: JPP reconhece que governo alternativo ao PSD era "contranatura"

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