"Com o objetivo de construir uma relação mutuamente benéfica e positiva com os Estados Unidos da América, sob a liderança do Presidente Trump, vou ordenar ao Governo do Zimbabué que suspenda todas as tarifas sobre produtos originários dos Estados Unidos", disse Emmerson Mnangagwa na sua conta da rede social X.
A medida, disse, destina-se a "facilitar" a expansão das importações dos EUA para o mercado do Zimbabué, "ao mesmo tempo que promove o crescimento das exportações do Zimbabué para os EUA".
Mnangagwa reagia à decisão de Trump, que esta semana anunciou a imposição de uma tarifa mínima de 10% a dezenas de países, juntamente com tarifas adicionais sobre aqueles que Washington classifica como "piores infratores" devido aos obstáculos que colocam aos produtos americanos.
"Esta ação sublinha o nosso compromisso para com um quadro comercial justo e uma cooperação bilateral reforçada", afirmou o chefe de Estado do Zimbabué.
Mnangagwa sublinhou ainda que, embora o princípio da reciprocidade dos direitos aduaneiros como instrumento de proteção do emprego e dos setores industriais nacionais "seja válido", o Zimbabué optará por uma política de "relações amigáveis" com todas as nações.
"Esta ação sublinha o nosso compromisso com um quadro comercial justo e uma cooperação bilateral reforçada", acrescentou.
Os países africanos para os quais Trump anunciou tarifas incluem também o Lesoto (50%), Madagáscar (47%), Angola (32%), África do Sul (31%), Namíbia (21%), Zâmbia (17%), Moçambique (16%), Nigéria (14%), Guiné-Equatorial (13%), República Democrática do Congo (11%) e Camarões (11%).
Além disso, revelou tarifas de 10% para o Quénia, a Etiópia, o Gana, o Senegal, a Tanzânia, o Uganda, o Gabão, a Libéria, o Ruanda e a Serra Leoa, num grupo que inclui ainda os lusófonos São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
Leia Também: Bayrou estima que tarifas de Trump custem mais de 0,5% do PIB