A votação com 51 votos a favor e 48 contra, acontece num momento político difícil e após a aprovação da taxa alfandegária adicional de 10% sobre a maioria dos produtos que os Estados Unidos importam do resto do mundo, cujo impacto se tem feito sentir nos mercados e com vários especialistas alertarem para o aumento dos custos e ameaças de potencial recessão.
Com o aval de Trump, os líderes GOP ('Grand Old Party' como o Partido Republicano é conhecido) no Senado mantiveram-se determinados a prosseguir nesta maratona de votações de um pacote a que Trump chama de "grande e lindo projeto de lei".
A aprovação abre caminho para que, nos próximos meses, os republicanos tentem aprovar um projeto de lei de redução de impostos em ambas as câmaras do Congresso, tal como sucedeu no primeiro mandato de Trump, apesar das objeções dos democratas.
A noite deu início ao chamado 'vote-a-rama', com os democratas a tentarem tornar esta maratona um processo politicamente doloroso, com votações em cerca de duas dezenas de emendas ao pacote que os senadores republicanos terão de defender antes das eleições intercalares do próximo ano.
Entre essas emendas estão medidas para proibir isenções fiscais para os super-ricos, acabar com as tarifas impostas por Trump, limitar os esforços da sua administração para reduzir serviços e agências do governo federal e proteger o Medicaid, a Segurança Social e outros serviços.
Uma destas medidas dos democratas surgiu em resposta à utilização do Signal pela equipa de segurança nacional de Trump e procurava proibir os funcionários militares de usarem qualquer aplicação comercial de mensagens para transmitir planos de guerra.
Os democratas, segundo a AP, acusaram os republicanos de preparar terrenos para cortar programas essenciais de segurança para ajudar a pagar um corte de impostos de mais de cinco biliões de dólares.
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