Numa reunião esta manhã com líderes empresariais na residência e gabinete social em Downing Street, em Londres, Starmer admitiu que as tarifas terão "claramente um impacto económico, tanto a nível nacional como mundial".
"Ontem à noite [quarta-feira], o presidente dos Estados Unidos agiu em nome do seu país, e esse é o seu mandato. Hoje, atuarei em defesa dos interesses do Reino Unido", afirmou.
Starmer disse que o Governo vai passar à fase seguinte do seu plano e que as decisões a tomar nos próximos dias e semanas serão guiadas apenas pelo interesse nacional, pela economia do país, pelo interesse das empresas e pelo interesse de "pôr dinheiro nos bolsos dos trabalhadores".
O Reino Unido foi relativamente poupado pelo aumento de tarifas aduaneiras anunciado na quarta-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com tarifas de 10%, o nível mais baixo anunciado, em comparação com a União Europeia (20%) ou a China (34%).
Há várias semanas que o Reino Unido está a negociar um acordo económico com os Estados Unidos para tentar evitar estas tarifas, referido durante a visita a Washington, no final de fevereiro, de Keir Starmer à Casa Branca.
Os dois dirigentes mantêm relações cordiais desde o regresso de Trump ao poder e o Governo britânico teve sempre o cuidado de não o criticar diretamente nos seus comentários.
Os Estados Unidos, com os quais a balança comercial está praticamente equilibrada, são o segundo maior parceiro comercial do Reino Unido, muito atrás da União Europeia.
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