Reino Unido aplica sanções a pró-russos por manipulação de referendo

O Governo britânico anunciou esta quarta-feira sanções que incluem o congelamento de bens e a proibição de viajar contra agentes pró-russos, suspeitos de manipulação e fraude durante um referendo no ano passado sobre a adesão da Moldova à União Europeia.

Notícia

© JAIMI JOY/POOL/AFP via Getty Images

Lusa
02/04/2025 19:21 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Reino Unido

Em comunicado, a diplomacia de Londres informou que as novas medidas são dirigidas contra uma rede de agentes pró-russos que operam sob a designação de Evrazia na Moldova em nome do oligarca corrupto fugitivo Ilan Shor, a fim de desestabilizar a democracia do país e disseminar a influência de Moscovo.

 

O comunicado refere que estas sanções se inserem na sua campanha contra a corrupção e o branqueamento de capitais, "vital para proteger os cidadãos britânicos do crime organizado e salvaguardar a democracia".

A rede Evrazia foi utilizada por Shor para chantagear os cidadãos moldovos para que votassem "não" no último referendo do ano passado sobre a adesão à União Europeia (UE), segundo alega o executivo britânico.

As sanções aplicam-se à fundadora e diretora da Evrazia, Nelli Alekseyevna Parutenko, à membro do conselho Natalia Parasca, bem como à própria Evrazia e a outra importante aliada de Shor, Marina Tauber.

O comunicado das autoridades britânicas considera ainda que as ações dos visados "expõem as tentativas do Kremlin [presidência russa] de minar e desestabilizar as democracias na Europa de Leste".

"Ao visar agentes corruptos e os seus intermediários, o Reino Unido está a usar os seus poderes para criar um ambiente mais hostil à corrupção e ao financiamento ilícito e para dissuadir ameaças à segurança do Reino Unido", acrescenta o comunicado.

Por sua vez, o chefe da diplomacia de Londres, David Lammy, observou que as sanções "enviam uma mensagem clara" a Moscovo.

"Não ficaremos parados enquanto a Rússia mina a democracia e o Estado de direito, ameaçando a segurança de países que consideramos amigos e parceiros", sustentou.

David Lammy disse ainda que, se não for controlado, "este tipo de corrupção insidiosa pode minar os alicerces" da sociedade e "abrir as portas à Rússia e a outros agentes do mal para expandir a sua influência e comprometer a estabilidade" do Reino Unido e dos países vizinhos.

No referendo, realizado em 20 de outubro, o "sim" à adesão à UE venceu por curta margem com 50,39% dos votos.

A Moldova candidatou-se à adesão à UE em março de 2022, tendo-lhe sido concedido o estatuto de país candidato em junho do mesmo ano.

Em dezembro de 2023, foi aprovado o início das negociações de adesão.

Nas eleições presidenciais, que ocorreram em simultâneo com o referendo, a Presidente moldova cessante, a pró-europeia Maia Sandu, ficou em primeiro lugar na primeira volta, confirmando posteriormente a sua reeleição contra o candidato pró-russo Alexandr Stoianoglo.

Estas eleições foram igualmente marcadas por acusações de manipulação do Kremlin, que exigiu provas e apontou "anomalias" depois de conhecidos os resultados da votação.

Leia Também: Homem acusado de 64 crimes após investigação a funerária no Reino Unido

Partilhe a notícia

Escolha do ocnsumidor 2025

Descarregue a nossa App gratuita

Nono ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online e eleito o produto do ano 2024.

* Estudo da e Netsonda, nov. e dez. 2023 produtodoano- pt.com
App androidApp iOS

Recomendados para si

Leia também

Últimas notícias


Newsletter

Receba os principais destaques todos os dias no seu email.

Mais lidas