A polícia italiana deteve já o homem, de 23 anos, com quem a vítima mantinha uma relação, acusado de homicídio voluntário e ocultação de cadáver.
O suspeito usou o telemóvel da vítima, dias depois do desaparecimento, para publicar histórias no perfil da jovem em redes sociais, noticiou a imprensa italiana.
Horas antes, em Noto, na Sicília, a polícia deteve um homem de 27 anos, acusado de matar à facada uma outra estudante de 22 anos, em Messina, no norte da ilha.
O suspeito, que era colega universitário da vítima, perseguiu a jovem durante meses, seguiu-a e esfaqueou-a na rua. Fugiu depois para uma casa de família, onde foi detido.
Em novembro de 2023, Giulia Cecchettin, uma jovem de 22 anos, foi assassinada pelo ex-namorado, num caso que gerou grandes manifestações em Itália e levou a opinião pública a exigir medidas rigorosas contra a violência de género.
"Perante a morte de Sara, a jovem assassinada em Messina, penso na minha Giulia, na luta que estamos a travar contra um mal profundamente enraizado na sociedade", afirmou o pai de Giulia, Gino Cecchettin, que se tornou uma das vozes mais críticas e combativas contra a violência de género em Itália, em declarações ao jornal La Repubblica.
Cecchettin denunciou que o assédio ainda não é reconhecido como crime grave em muitos casos, apontando que, no caso do assassino confesso da filha, condenado a prisão perpétua, a circunstância agravante do assédio não foi considerada.
"O perigo do assédio é frequentemente subestimado. Este último caso mostra-nos o que realmente é. O passo anterior. Quem sofre deste tipo de violência precisa de saber identificar os sinais", sublinhou.
Cecchettin pediu que o caso de Sara seja analisado com mais profundidade, para "salvar outras mulheres", uma vez que várias "gerações de homens não aceitam a rejeição".
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