China e França "devem procurar obter benefícios mútuos e resultados vantajosos para ambas as partes, em vez da dissociação e do isolamento", afirmou Wang, durante o encontro com Jean-Noël Barrot, que iniciou na quinta-feira uma visita de dois dias à China.
A visita do ministro francês coincide com a deslocação à China do chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, ilustrando o reaproximar entre a Europa e o país asiático, num período em que o antagonismo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abala as relações transatlânticas.
O apelo de Wang Yi reflete a linguagem frequentemente utilizada pela China para criticar a política externa dos Estados Unidos e a ordem política liderada pelo Ocidente.
A França tem apoiado firmemente a Ucrânia na sua luta contra a invasão russa, enquanto Pequim tem apoiado a Rússia a nível diplomático e fornecido uma linha de vida económica através da compra de recursos naturais russos. A visita de Barrot é uma oportunidade para avaliar a atitude da China em relação à Ucrânia, antes de uma importante reunião organizada pela França sobre uma possível força de manutenção da paz no país.
As conversações surgem num momento em que se evidenciam fissuras entre os EUA e a Europa relativamente ao apoio à Ucrânia.
O Presidente francês, François Macron, disse na quarta-feira que uma força armada europeia proposta poderia ser destacada para a Ucrânia no âmbito de um eventual acordo de paz, e poderia "responder" a um ataque russo se Moscovo o lançasse.
A Europa há muito que se queixa das práticas comerciais desleais da China, que acusa de obrigar as empresas europeias a contratar parceiros chineses, a partilhar práticas comerciais e a obter grandes excedentes comerciais chineses.
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