"Vemos uma dinâmica positiva nas nossas relações (...) O processo de diálogo e de resolução vai levar tempo. Mas, ao mesmo tempo, está a progredir de uma forma positiva e construtiva". comentou Dmitriev à imprensa russa em Washington.
Admitindo "desacordos em vários pontos", o russo sublinhou haver "um diálogo" para ajudar a "ultrapassar esses desacordos".
"Também discutimos uma possível cooperação no Ártico, nos metais raros e noutros setores", acrescentou.
A reunião ocorre um dia depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado tarifas sobre muitos países, mas não sobre a Rússia, que já foi alvo de sanções norte-americanas devido à guerra com a Ucrânia, que se iniciou em fevereiro de 2022.
O enviado russo saudou as tarifas anunciadas, afirmando que "estabelecem um precedente para o crescimento autónomo e a criação de emprego sustentável" nos Estados Unidos.
Questionado sobre a visita, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, sublinhou que o enviado especial se encontrava "no âmbito do seu mandato", ou seja, para discutir a cooperação económica.
Kirill Dmitriev, diretor do Fundo Soberano da Rússia, não está envolvido nas conversações sobre a Ucrânia.
Dmitriev está pessoalmente sob sanções norte-americanas desde 2022 e precisou de uma suspensão temporária dessas restrições para obter um visto para viajar para os Estados Unidos.
Foi um dos negociadores russos nas conversações russo-americanas realizadas em 18 de fevereiro na Arábia Saudita, alguns dias após o primeiro telefonema oficial entre Vladimir Putin e Donald Trump desde o regresso do republicano à Casa Branca em janeiro.
Nascido em Kiev durante a URSS, Kirill Dmitriev conhece bem os Estados Unidos, onde fez carreira, tendo trabalhado anteriormente no banco Goldman Sachs em Nova Iorque e na consultora McKinsey. É licenciado pela Universidade de Stanford e pela prestigiada Harvard Business School.
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