Num comunicado divulgado quarta-feira no Telegram pelo ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, o Governo explica que a Venezuela teve conhecimento "de um grupo de jovens jogadores de basebol venezuelanos que se encontram sob a supervisão das autoridades espanholas desde 31 de março de 2025".
"O Governo venezuelano iniciou uma investigação para esclarecer os factos e determinar se existe um possível esquema de tráfico de seres humanos associado a estes casos", lê-se no comunicado.
No documento, Caracas diz "denunciar igualmente a utilização reiterada de figuras jurídicas do direito internacional para fins políticos por parte de alguns governos, que procuram desacreditar a Venezuela e manipular jovens talentos para alimentar uma narrativa fascista e neocolonial".
"Reafirmamos o nosso compromisso com a proteção dos atletas venezuelanos e alertamos para a existência de redes que procuram lucrar com o tráfico e o engano de jovens talentosos e das suas famílias. Apelamos às autoridades espanholas para que garantam a transparência deste processo e evitem a politização de um assunto que deve ser tratado de forma responsável", conclui.
Segundo a imprensa venezuelana os 19 jovens, com idades entre os 18 e os 22 anos teriam solicitado asilo na Espanha, onde ficaram depois o presidente da Liga Sénior Latino-Americana de basebol sub-23 e proprietário da agência de representação Guevara Team, ter regressado a Caracas.
Num vídeo divulgado na rede social Tik Tok, Julio Guevara explica que os jogadores faziam uma digressão de exposição pela Europa, à procura de oportunidades, e admitiu que regressou sozinho a Caracas após apresentar problemas de saúde.
A imprensa venezuelana diz ainda que os jogadores estão na Catalunha, que pediram a proteção do Governo espanhol e que estariam a tentar conseguir autorização para se juntarem a clubes profissionais de basebol na Europa, para fazer carreira como atletas.
Na agenda estavam jogos que deviam disputar em Barcelona e Madrid e também em Itália.