Ataques da junta militar de Myanmar provocaram 68 mortos

O Governo de Unidade Nacional, que se opõe à junta militar de Myanmar (antiga Birmânia), denunciou hoje que continuam os ataques das forças armadas, que fizeram 68 mortos após o terramoto de 28 de março, apesar do cessar-fogo temporário.

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© Sai Aung MAIN / AFP) (Photo by SAI AUNG MAIN/AFP via Getty Images

Lusa
05/04/2025 11:02 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Sismo

Em comunicado, o Governo "alternativo" da antiga Birmânia - composto por políticos pró-democracia, ativistas e líderes de minorias étnicas - indicou ter registado 68 ataques aéreos e de artilharia na última semana, apesar de a junta ter declarado na quarta-feira que cessaria as hostilidades durante três semanas para permitir que a ajuda chegasse mais rapidamente às vítimas do terramoto.

 

No entanto, o Governo de Unidade Nacional (NUG), que controla partes do país na sequência da disputa territorial, disse que as ofensivas "causaram a morte a 68 civis, incluindo uma criança e 15 mulheres", e que as regiões mais afetadas por estes ataques foram Mandalay e Sagaing, ambas declaradas em emergência devido à devastação do terramoto.

Esta denúncia surge um dia depois de o Gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos ter afirmado que a junta não respeitou o cessar-fogo, tendo efetuado, pelo menos, 16 ataques desde a trégua e um total de 61 desde o terramoto.

A ONU indica que o exército (Tatmadaw) continua a restringir os movimentos, tornando as zonas afetadas "inacessíveis à ajuda humanitária", numa altura em que se verifica uma devastação generalizada no centro-norte do país, que provocou 3.354 mortos e 4.850 feridos, segundo um balanço preliminar.

O diretor do Plano Internacional na Birmânia, Haider W. Yaqub, disse hoje à agência espanhola EFE que o cessar fogo "é uma oportunidade para ir às zonas mais afetadas", algumas das quais têm estado vedadas às organizações humanitárias nos últimos meses devido às hostilidades.

Por isso, considera que as organizações humanitárias no terreno "devem agir rapidamente para levar a assistência" às pessoas com necessidades urgentes nesses territórios.

O governo militar, instaurado após o golpe de Estado de fevereiro de 2021, anunciou o cessar-fogo na quarta-feira "com o objetivo de mostrar compaixão e compreensão para com as pessoas afetadas pelo terramoto e acelerar os trabalhos de socorro e reabilitação".

Mas avisou que "retaliaria se as linhas de comunicação civis, as bases militares e os quartéis-generais fossem atacados ou se se verificasse uma expansão territorial".

Leia Também: Junta militar eleva número de mortos devido ao sismo em Myanmar para 3.354

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