Ataques em Ancuabe, em Moçambique, provocaram quase 1.500 deslocados

O ataque de grupos armados em aldeias do distrito de Ancuabe, na província moçambicana de Cabo Delgado, provocou, de segunda a quarta-feira, quase 1.500 deslocados, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

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Lusa
05/04/2025 10:23 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Moçambique

De acordo com o mais recente relatório daquela agência das Nações Unidas, a que a Lusa teve hoje acesso, "os ataques e o aumento do medo de violência" por parte destes grupos insurgentes levaram à fuga de 490 famílias das aldeias de Nonia e Mihegane, totalizando 1.473 pessoas deslocadas, sendo mais da metade (56%) crianças.

 

"As famílias deslocadas procuraram refúgio tanto nos locais de deslocação como nas comunidades de acolhimento no distrito de Ancuabe", refere o documento.

Atualmente, a alimentação, abrigo e os produtos não alimentares continuam a ser as necessidades humanitárias mais urgentes em Ancuabe, segundo a OIM.

A Lusa noticiou na segunda-feira que pelo menos duas pessoas foram mortas, incluindo um civil, por supostos terroristas em Nonia, conforme avançaram na altura fontes da aldeia.

O ataque forçou a fuga da população para comunidades circunvizinhas e para a sede distrital de Ancuabe, a cerca de 150 quilómetros da cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado.

Desde outubro de 2017, a província de Cabo Delgado, rica e gás, enfrenta uma rebelião armada com ataques reclamados por movimentos associados ao grupo extremista Estado Islâmico.

O último grande ataque deu-se de 10 e 11 de maio de 2024, à sede distrital de Macomia, com cerca de uma centena de insurgentes a saquearem a vila, provocando vários mortos e fortes combates com as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique e militares ruandeses, que apoiam Moçambique no combate aos rebeldes.

Só em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques de grupos extremistas islâmicos no norte de Moçambique, um aumento de 36% face ao ano anterior, segundo estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos de África (ACSS), uma instituição académica do Departamento de Defesa do Governo norte-americano.

Leia Também: Estudo alerta para aumento de doenças crónicas em Moçambique

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