O valor representa quase o dobro das receitas de impostos de 2015, ano de início da série de dados do Ministério das Finanças, compilados pelo Banco de Cabo Verde (BCV) e consultados hoje pela Lusa.
Neste período de 10 anos, a arrecadação de impostos só recuou em 2020, altura em que a pandemia de covid-19 impôs uma travagem a fundo na economia global, voltando ao crescimento desde então.
As contas finais de 2024 confirmam uma tendência que o último relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), que retratou os três primeiros trimestres do ano, já havia comentado.
"A atividade económica e medidas políticas ligadas ao reforço da faturação eletrónica e à modernização da cobrança de impostos em atraso sustentou um aumento das receitas fiscais", referiu a organização.
No que respeita à economia, os números refletem também "o crescimento contínuo do setor do turismo, com maiores exportações de serviços" e consequente "aumento das receitas fiscais, com um impacto positivo na sustentabilidade da dívida", acrescentou.
O Imposto Sobre Valor Acrescentado (IVA), pago pelo consumidor, representa 40% da receita fiscal cabo-verdiana, seguindo-se os impostos sobre rendimentos (25%) e os impostos sobre transações internacionais (20%), e todos cresceram entre 2023 e 2024.
A arrecadação de impostos corresponde a 81% das receitas do Governo Central, de acordo com os mesmos dados.
Leia Também: Liquidez dos bancos é suficiente, diz governador do Banco de Moçambique