Tiago Rodrigues estreia nova peça em julho no Festival d'Avignon

O dramaturgo e encenador português Tiago Rodrigues estreia uma nova peça no 79.º Festival d'Avignon, cuja programação foi hoje anunciada, do qual é diretor artístico e que decorre em julho naquela cidade francesa.

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Lusa
02/04/2025 19:48 ‧ ontem por Lusa

Cultura

Teatro

De acordo com informação disponível no 'site' oficial do festival, "La Distance" ("A Distância", em português) tem apresentações agendadas para praticamente todos os dias do festival, que se realiza entre 05 e 26 de julho.

 

A peça desenrola-se em 2077, ano em que "os habitantes da Terra vivem em condições precárias devido ao aquecimento global". "Neste mundo em desordem, Tiago Rodrigues analisa a possibilidade de comunicação entre um pai e a sua filha, que foram viver para Marte", lê-se na sinopse.

No ano passado, Tiago Rodrigues revelou que a 79.ª edição do Festival d'Avignon terá a língua árabe por convidada e que a coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas será a 'artista cúmplice'.

Marlene Monteiro Freitas estreará o espetáculo "NÔT", que conta com o apoio da companhia Dançando com a Diferença, da Madeira, uma coprodução entre o Festival d'Avignon e outras entidades europeias, incluindo a Culturgest, em Lisboa, e o Teatro Municipal do Porto.

"NÔT" tem por base "As mil e uma noites", "obra-prima da literatura árabe", na qual Marlene Monteiro Freitas "vê um exercício de sobrevivência".

"Traduzindo o fluxo das palavras em gestos, a coreógrafa acrescenta uma noite ao infinito", lê-se na sinopse do espetáculo.

Além de Marlene Monteiro Freitas, tinha já sido anunciada anteriormente a presença no festival no encenador suíço Milo Rau, que leva a Avignon "La Lettre".

De acordo com a sinopse, neste espetáculo, "partindo das histórias familiares de jovens artistas, Milo Rau explora os acontecimentos que mudam o curso de uma vida, criando um manifesto sobre o que o teatro popular pode ser hoje".

A coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker irá apresentar, em estreia em França, "Brel", espetáculo que criou com a "promissora" bailarina e coreógrafa francesa Solal Mariotte, e no qual as duas "interpretam as canções de Jacques Brel num dueto intenso inspirado na poesia, nos gestos e na expressividade do artista belga".

Durante o festival será feita uma homenagem a Gisèle Pelicot, mulher francesa que foi drogada com ansiolíticos pelo marido ao longo de vários anos para ser violada por dezenas de desconhecidos, recrutados na Internet, enquanto estava inconsciente.

"Le Procès Pelicot" ("O processo Pelicot", em português), marcado para 18 de julho, consiste numa "noite de leituras sobre o caso Gisèle Pelicot para contar a história deste processo histórico, símbolo da banalização da violação e da violência contra as mulheres".

A programação do 79.º Festival d'Avignon inclui também a apresentação do espetáculo "Coin Operated", da dupla de coreógrafos e bailarinos Jonas&Lander, estreado em 2019, em Lisboa, no âmbito da BoCA -- Bienal Internacional de Artes Contemporâneas.

"A meio caminho entre a instalação e a performance, Jonas&Lander, montados em cavalos mecânicos, criam um espetáculo imprevisível e interativo que denuncia a exploração animal, entre debandadas e palhaçadas", lê-se na sinops de "Coin Operated".

Em 2019, os criadores colocaram no Museu Nacional dos Coches dois cavalos estáticos a motor, operados a moedas, nos quais ficaram sentados, esperando que o público inserisse moedas para fazer os cavalos moverem-se.

A performance incluiu diferentes momentos, de canto, dança, discurso ou dissertação acompanhada à guitarra, ou um grupo que irrompia o espaço a dançar a pares um 'slow'.

No dia 13 de julho haverá uma "projeção e encontro" com o realizador português Pedro Costa, para o público descobrir "a obra singular de uma figura incontornável do cinema contemporâneo".

O músico e produtor português Branko será o protagonista do concerto de encerramento do 79.º Festival d'Avignon, no dia 26 de julho.

Já a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade leva ao festival "reEncanto", concerto de voz e violão, de "registo mais intimista", que apresentou pela primeira vez no final de 2022 e com o qual tem percorrido vários países, como os Países Baixos, França, Portugal, Espanha, Turquia e Suíça.

No espetáculo, no qual Mayra Andrade está em palco acompanhada apenas pelo músico cabo-verdiano Djodje Almeida, a cantora convida o público a "redescobrir a origem e essência de algumas das canções que assinou ao longo da sua discografia - desde 'Navega' (2006), de onde saíram 'Comme s'il en pleuvait' e 'Dimokránsa', a 'Manga' (2019), ao qual pertencem 'Afeto' e 'Segredu'".

A programação do festival contará ainda com a dança de Mette Ingvartsen, que este ano se apresentou na Culturgest, de Mohamed Toukabri, coreógrafo de origem tunisina, Bouchra Ouizguen, de Marrocos, e de Mohamed El Khatib e Israel Galván; uma homenagem à cantora egípcia Oum Kalthoum, que morreu há 50 anos, e com o teatro de François Tanguy (1958-2022), pelo Théâtre du Radeau, de Paul Claudel (1868-1955), por Éric Ruf e a Comedie Française, além de Aurélie Charon, Clara Hédouin, Gwenaël Morin, Mario Banushi, Thomas Ostermeier e dos dramaturgos, produtores e encenadores palestinianos Bashar Murkus e Khulood Basel.

Leia Também: Livros saídos do teatro, cinema e música nas livrarias em março

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